Elis Regina completaria 81 anos com relançamento remixado de álbum de 1973

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Elis Regina Carvalho Costa, que faria 81 anos hoje, tem seu álbum de 1973, intitulado “Elis”, relançado em uma edição remixada e remasterizada.

A cantora, que faleceu em 1982, é considerada um dos maiores nomes da música brasileira, embora nem sempre tenha sido unanimidade. O álbum “Elis” é controverso, pois inclui o samba “Folhas secas”, que foi dado a Beth Carvalho pelo compositor Nelson Cavaquinho, mas acabou sendo incluído no disco de Elis por uma ação de Roberto Menescal.

O disco, que apresenta um tom mais introspectivo e foi acusado por críticos de mostrar uma cantora “fria”, mantém um alto padrão de qualidade vocal. A nova edição foi idealizada para celebrar os 80 anos que Elis teria completado no ano passado, mas o trabalho de remixagem levou quase dois anos para ser concluído.

A gravadora Universal Music anunciou o relançamento no dia 17 de março, data que marca o aniversário da artista. A edição foi orquestrada por João Marcelo Bôscoli, filho de Elis, e pelo engenheiro de som Ricardo Camera, com a intenção de apresentar o álbum como se tivesse sido gravado nos anos 2020.

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João Marcelo Bôscoli comentou sobre a qualidade do áudio original, que apresentava problemas, como o vazamento do som da bateria de Paulinho Braga para o piano de Cesar Camargo Mariano. A equipe teve que separar os sons para melhorar a qualidade.

O repertório do álbum de 1973 é dominado por Gilberto Gil e pela dupla João Bosco & Aldir Blanc, com quatro músicas de cada um entre as dez faixas. As canções de Gil incluem “Oriente”, “Ladeira da preguiça”, “Meio de campo” e “Doente, morena”. Já de Bosco e Blanc, estão presentes “Agnus sei”, “Cabaré”, “Comadre” e “O caçador de esmeralda”.

O samba “É com esse que eu vou”, regravado por Elis em um tom mais introspectivo, completa o repertório do álbum revitalizado.

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