A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá emitiu um alerta de segurança neste sábado, 14 de março de 2026, recomendando que cidadãos americanos deixem o Iraque imediatamente.
“Cidadãos americanos que optarem por permanecer no Iraque são fortemente encorajados a reconsiderar sua decisão, considerando a significativa ameaça representada por grupos terroristas alinhados ao Irã”, afirmou a nota da embaixada.
Ainda de acordo com a postagem, “também houve ataques perto do Aeroporto Internacional de Erbil e do consulado americano”. O pedido é para que americanos não tentem ir à embaixada em Bagdá ou ao consulado geral em Erbil devido ao “risco contínuo de mísseis, drones e foguetes no espaço aéreo iraquiano”.
O comunicado foi publicado após um ataque com drones contra o prédio da embaixada americana durante a noite. No início deste mês, o Departamento de Estado ordenou que funcionários não essenciais e seus familiares deixassem países como o Iraque devido a preocupações com a segurança.
O Departamento de Estado também ordenou na sexta-feira, 13 de março, que funcionários do governo americano que não desempenham funções essenciais e suas famílias deixassem Omã.
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã, conflito que teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do Irã, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano fez ataques contra diversos países da região, incluindo Iraque e Omã.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho.


