O empresário Jonathan Silva Barbosa fugiu do Fórum de Açailândia, no Maranhão, antes da leitura da sentença em seu julgamento por tentativa de homicídio contra Gabriel Silva Nascimento. A condenação ocorreu no dia 16 de março de 2026, e Jonathan foi sentenciado a 9 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado, sem possibilidade de recorrer em liberdade.
Jonathan foi um dos últimos a ser ouvido durante o julgamento, mas deixou o Fórum sem ser notado antes da leitura da sentença. Após a fuga, a Polícia Civil emitiu um mandado de prisão, mas ele não se apresentou à delegacia e permanece foragido.
O empresário já tinha antecedentes criminais, tendo sido condenado em 2019 por homicídio culposo no trânsito, após atropelar e matar um homem em Açailândia. Nesse caso, cumpriu pena de 2 anos e 8 meses, convertida em multa e suspensão do direito de dirigir.
A defesa de Gabriel, a vítima, afirmou que não recorrerá da sentença, mas ressaltou a importância da prisão de Jonathan para a justiça. O advogado destacou:
“”Os jurados acolheram a defesa de que não houve racismo”.”
O Ministério Público e a acusação também se manifestaram satisfeitos com a condenação, considerando-a justa e proporcional ao crime. Durante o julgamento, Gabriel foi o primeiro a depor e expressou sua expectativa por justiça, afirmando:
“”Gostaríamos de ter aqui não só ele, mas a moça também que participou, mas esperamos que se resolva”.”
O crime ocorreu em 18 de dezembro de 2021, quando Jonathan e uma mulher agrediram Gabriel, acusando-o de tentar roubar seu próprio carro. Gabriel foi asfixiado e agredido com socos e chutes. A sessão de espancamento só parou quando um vizinho reconheceu a vítima e interveio.
Gabriel tentou registrar um boletim de ocorrência no dia das agressões, mas não conseguiu devido a problemas no sistema da delegacia. Ele acredita que as agressões foram motivadas por racismo, afirmando:
“”É revoltante uma situação dessa, por achar que, por ser magro, negro, não poderia ter um carro”.”
O advogado de Gabriel também defendeu que o racismo foi evidente no caso, afirmando que a caracterização de racismo não depende apenas de palavras, mas também de ações. Jonathan já havia sido condenado anteriormente por atropelar e matar um homem em 2013, recebendo pena convertida em serviços comunitários.


