Empresas ligadas a Daniel Vorcaro transferiram mais de R$ 700 milhões em ativos do banco Master para uma offshore com sede nas Ilhas Cayman, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A informação foi divulgada em 11 de março de 2026.
O Banco Master, de Vorcaro, está sob investigação da Polícia Federal na operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras bilionárias com títulos podres e outras irregularidades. Os repasses ocorreram em 2025 e foram destinados à Titan Capital Holding, fundada em 12 de setembro de 2024, e a fundos da Titan.
O primeiro repasse para a Titan aconteceu em 31 de janeiro de 2025, quando o Fundo Quiron, administrado pela Reag, transferiu R$ 85 milhões em cotas do Banco Master. Em 28 de fevereiro, o Fundo Saint German, também da Reag, recebeu R$ 66 milhões em cotas do banco.
Em 2 de abril, o GSR Fundo de Investimento, cujo acionista único é o fundo Astralo 95, transferiu R$ 555,7 milhões para o Fundo Krispy, que tem como único acionista a Titan. Somando essas operações, o total chega a R$ 707,1 milhões.
Além disso, a Titan transferiu R$ 315 milhões para o Fundo Tessália em 14 de julho de 2025. O Fundo Tessália também está relacionado ao Master e é acionista do grupo médico Oncoclínicas. Após o escândalo do Master, a Oncoclínicas informou que tinha R$ 433 milhões investidos em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do banco Master.


