O atacante brasileiro Endrick viveu um momento de pressão no Lyon após ser vaiado pela torcida em sua atuação no empate com o Paris FC, pela Ligue 1. O jogador de 19 anos, emprestado pelo Real Madrid, recebeu a nota 2 do diário L’Equipe, sendo considerado o pior em campo.
A repercussão na França foi intensa. O jornal Marca, da Espanha, destacou que cada partida de Endrick “parece se tornar um julgamento público para um jogador que está sob o escrutínio da mídia desde a adolescência”.
“O problema de Endrick não é apenas uma partida ruim. O verdadeiro problema é a expectativa. Desde que o Real Madrid o contratou ainda adolescente, sua carreira tem sido definida por uma narrativa difícil de sustentar em um mundo do futebol obcecado por gratificação instantânea”, afirmou o Marca. “É um nível de pressão raramente visto em jogadores da sua idade”, completou.
No jogo contra o Paris FC, Endrick entrou no segundo tempo e teve uma atuação apática, tornando-se alvo de críticas. O L’Equipe comentou sobre sua falta de jeito e inteligência em campo, citando um desarme desastroso que resultou em vaias da torcida.
O treinador do Lyon, Paulo Fonseca, defendeu o jovem atleta. “Quando ele não marca, as críticas ao Endrick são muito duras”, disse Fonseca. “O Endrick recebeu nota 2 contra o Lens (no L’Equipe). Dois é muito injusto”, declarou o treinador.
Até o momento, Endrick disputou 10 jogos pelo Lyon, com cinco gols e quatro assistências. No início do ano, foi eleito o jogador de janeiro na liga francesa.
Por fim, o Marca ressaltou que os acertos de Endrick são vistos como uma obrigação, enquanto seus erros são considerados fracassos. “Esse é o peso de sua ‘condenação’. O escrutínio a que está sujeito desde os 16 anos transforma qualquer atuação ruim em um debate sobre se ele está realmente pronto para o próximo nível”, concluiu a publicação.


