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Internacional

Entenda como funcionam as minas usadas pelo Irã no Estreito de Ormuz

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 11:57
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O Irã começou a instalar minas no Estreito de Ormuz, considerado o ponto de estrangulamento energético mais importante do mundo, responsável por cerca de um quinto de todo o petróleo bruto. A instalação de minas ainda é limitada, com apenas algumas dezenas colocadas nos últimos dias, conforme fontes familiarizadas com relatórios da inteligência americana.

As fontes indicam que o Irã mantém entre 80% e 90% de suas pequenas embarcações e equipamentos para lançamento de minas, o que significa que suas forças poderiam instalar centenas de minas na hidrovia. O Comando Central dos Estados Unidos divulgou um vídeo na terça-feira (10) mostrando ataques a embarcações e navios lança-minas iranianos.

O Exército dos EUA informou que “eliminou” 16 navios lança-minas iranianos perto do Estreito de Ormuz, enquanto o presidente Donald Trump alertava que quaisquer minas lançadas pelo Irã no Estreito devem ser removidas imediatamente.

A Guarda Revolucionária iraniana possui dezenas de lanchas rápidas, leves e bem armadas, que podem ser mobilizadas rapidamente no Estreito de Ormuz. Embora vulneráveis por sua falta de blindagem, essas embarcações representam uma ameaça pela quantidade e mobilidade.

As minas navais, utilizadas como parte da estratégia iraniana, são dispositivos que representam grande risco para navios petroleiros avaliados em milhões de dólares. O Irã domina toda a costa norte do estreito, onde mantém lançadores de mísseis avançados capazes de atingir navios americanos.

Segundo o Centro Robert Strauss para Segurança e Direito Internacional, da Universidade do Texas, as minas navais são usadas para incapacitar os recursos navais de um alvo ou para direcionar o inimigo por uma rota diferente. Esse tipo de arma causou 77% das baixas de navios dos Estados Unidos desde 1950.

As minas navais normalmente têm de cem a mais de duas mil libras de explosivos de alta potência e podem ser lançadas de diferentes tipos de veículos. Após ser detonada, a mina causa uma explosão subaquática que gera uma energia destrutiva, dividindo-se entre uma bolha de gás em expansão e uma onda de choque.

As minas de contato são acionadas quando uma embarcação entra em contato ou fica muito próxima. Já as minas de influência são mais complexas, pois usam sensores para detectar características específicas da embarcação alvo. O Irã também pode usar minas ascendentes, que disparam um projétil com ogiva contra o alvo.

Um relatório do Congresso dos Estados Unidos, publicado em 2025, estima que o Irã possua um arsenal entre 5 mil e 6 mil minas navais. O documento, publicado após um conflito de 12 dias entre Irã, Israel e EUA em junho de 2025, explorou o impacto do conflito nos mercados de petróleo e gás, considerando as interrupções no Estreito de Ormuz.

As estimativas para 2025 apontam para um número ligeiramente maior, em torno de 6 mil. O relatório menciona que o Irã possui uma variedade de armas subaquáticas, incluindo minas de fixação magnética, minas ancoradas e minas de fundo.

TAGGED:Centro Robert Strauss para Segurança e Direito InternacionalComando Central dos Estados UnidosconflitoDonald TrumpEstreito de Ormuzminas navais
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