Entidades do setor agrícola do Rio Grande do Sul iniciaram discussões sobre ações para enfrentar a pressão nos preços do arroz em 2026. As propostas foram apresentadas em fevereiro pela Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) e pela Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul).
Sete iniciativas foram sugeridas para lidar com a possível crise no mercado. Entre as medidas estão a recomendação de redução da área plantada, a busca por novos mecanismos de comercialização e o estímulo às exportações.
As entidades também solicitaram ao governo do Rio Grande do Sul a redução temporária do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) durante o período de maior comercialização. Essa ação visa aumentar a competitividade do arroz brasileiro em relação ao produto importado do Paraguai.
Outra proposta envolve o alongamento das dívidas de custeio dos produtores. Em reunião recente com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o governo demonstrou disposição para permitir o parcelamento desses financiamentos em até oito vezes. Essa medida pode ajudar a distribuir os pagamentos ao longo do ano, aliviando a pressão de vendas logo após a colheita, quando a oferta é maior e os preços tendem a cair.
As entidades informaram que o governo também começou diálogos com instituições financeiras sobre o tema. Contudo, a implementação da proposta ainda depende de uma resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional). A expectativa é que essa medida ajude a sustentar os preços do arroz durante o primeiro semestre de 2026.

