Em novembro de 2025, a Polícia Federal prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro e, durante a operação, encontrou um envelope pardo com a inscrição ‘Congresso’. Essa descoberta intensificou as preocupações da classe política sobre possíveis revelações que Vorcaro poderia fazer caso decidisse fechar um acordo de delação premiada.
A defesa de Vorcaro utilizou a apreensão do envelope para transferir a investigação para o Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que o conteúdo poderia envolver uma negociação imobiliária com o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que possui foro privilegiado. No entanto, até o momento, Bacelar não é investigado no caso.
Outros parlamentares, que mantêm contato frequente com Vorcaro, podem ser alvo do relator das investigações no STF, André Mendonça. Mensagens apreendidas nos celulares do banqueiro, que estão sob a análise da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, revelam referências a políticos como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
Em mensagens de abril de 2024, Vorcaro mencionou ter discursado para ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante um evento organizado pelo Grupo Voto em Londres. Ele afirmou: ‘Acabei de dar o discurso para os ministros. Eu sou muito louco. Essa realidade. Todos ministros do Brasil do STF. STJ. Etc. E euzinho discursando’.
No dia 17 de maio de 2024, Vorcaro comentou com sua namorada sobre sua amizade com Ciro Nogueira, dizendo: ‘Ciro Nogueira. É um senador. Muito amigo meu. Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida’. As mensagens foram filtradas pela Polícia Federal em acordo com o ministro André Mendonça.
O conteúdo completo do envelope pardo permanece sob sigilo. A linha do tempo do caso Master inclui eventos significativos desde a prisão de Vorcaro até a recente ordem de sua segunda prisão em 4 de março de 2026.

