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Internacional

Equador investiga origem de bomba encontrada na Colômbia

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 15:51
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O Ministério da Defesa do Equador anunciou nesta quarta-feira (18) a abertura de uma investigação para apurar como uma bomba do país foi parar na Colômbia. O comunicado surge após o presidente colombiano, Gustavo Petro, acusar o Equador de realizar um ataque em território colombiano.

No início da semana, Petro informou que 27 corpos foram encontrados carbonizados na fronteira entre os dois países, resultado de um bombardeio supostamente realizado pelo Equador. O presidente equatoriano, Daniel Noboa, negou as acusações e afirmou que os bombardeios foram direcionados a alvos criminosos dentro do território equatoriano.

Durante a madrugada desta quarta-feira, Petro declarou que uma bomba não detonada encontrada na Colômbia foi identificada como sendo do Equador. Ele anunciou a abertura de uma investigação e a intenção de emitir uma nota de protesto diplomático.

Em resposta às tensões, autoridades do Equador e da Colômbia se reuniram na manhã desta quarta-feira para discutir o incidente. O Ministério da Defesa do Equador divulgou uma nota afirmando que uma análise preliminar concluiu que a operação militar foi legítima e realizada exclusivamente em seu território.

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“”Por isso, de comum acordo, foi coordenada a criação de uma Comissão Técnica Binacional para verificar ‘in loco’ os motivos pelos quais o explosivo apareceu em território colombiano”, diz o comunicado.”

A Defesa do Equador reiterou que continuará a realizar operações contra organizações criminosas, “única e exclusivamente dentro do território equatoriano”.

O ataque, segundo o governo colombiano, ocorreu próximo à cidade de Ipiales, no sul da Colômbia, a poucos metros da fronteira com o Equador. Moradores da região relataram que aviões lançaram bombas do lado equatoriano, com parte dos artefatos caindo no território colombiano.

Um camponês local, Julián Imbacuán, afirmou que um explosivo caiu a cerca de 60 metros de sua casa no povoado de El Amarradero. Ele relatou que o suposto ataque ocorreu no dia 3 de março, quando aviões do lado equatoriano lançaram os artefatos.

“”Estávamos todos apavorados, quer dizer, assustados, e preocupados que, de repente, esses aparelhos fossem explodir e pudessem tirar nossas vidas”, disse Imbacuán.”

A Colômbia informou que moradores encontraram uma bomba de cerca de 250 kg que não foi detonada na região. Imagens do artefato mostram inscrições em inglês e especialistas indicaram que se trata de uma bomba de queda livre do tipo MK, que não é guiada e cai por gravidade, geralmente fabricada no Brasil e nos Estados Unidos.

A tensão entre os dois países aumentou desde fevereiro, quando o Equador impôs tarifas sobre produtos colombianos, levando a Colômbia a responder com medidas semelhantes. Além da disputa comercial, existem divergências sobre o combate ao narcotráfico na região de fronteira, onde atuam guerrilhas e organizações criminosas.

O Equador iniciou uma ofensiva militar contra esses grupos, com apoio dos Estados Unidos e mobilização de milhares de soldados. Noboa afirmou que o Equador está combatendo grupos criminosos e que os bombardeios fazem parte dessa ofensiva, mas apenas dentro do território equatoriano. Ele também acusou a Colômbia de falhar no controle da fronteira, permitindo a entrada de grupos criminosos no país.

“”Com apoio da cooperação internacional, seguimos nessa luta, bombardeando locais que serviam de esconderijo para esses grupos, em grande parte colombianos, que o próprio governo deles permitiu que se infiltrassem no Equador por descuido na fronteira”, publicou Noboa em uma rede social.”

TAGGED:bombaColômbiaDaniel NoboaEquadorGustavo PetroIpialesTensões
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