O presidente da Organização Marítima Internacional (IMO), Arsenio Dominguez, declarou que escoltas navais no Estreito de Ormuz não garantirão 100% de segurança para os navios que transitam pela região. A afirmação foi feita em entrevista ao ‘Financial Times’ nesta terça-feira, 17 de março de 2026.
Dominguez ressaltou que a assistência militar “não é uma solução de longo prazo nem sustentável” para reabrir o estreito. O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica, pela qual circulam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, e permanece em grande parte fechado, o que tem elevado os preços de energia e aumentado os temores de inflação.
O fechamento do estreito está forçando uma rápida e custosa reestruturação das cadeias de suprimentos, com empresas de logística se esforçando para redirecionar embarcações, transportar mercadorias por terra e evitar a deterioração de produtos perecíveis. “Somos danos colaterais de um conflito cujas causas não têm nada a ver com o transporte marítimo”, afirmou Dominguez.
O presidente da IMO expressou sérias preocupações com navios presos no Golfo, que podem ficar sem comida e suprimentos para suas tripulações. O Conselho da IMO se reunirá em sessão extraordinária na quarta e quinta-feira em sua sede em Londres para discutir os impactos do conflito em curso no Oriente Médio sobre o transporte marítimo e os marítimos.
Dominguez pediu que gestores de navios “não naveguem, não coloquem os marítimos em risco e não coloquem as embarcações em risco”.


