O governo da Espanha anunciou nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, a retirada permanente de sua embaixadora em Israel, Ana María Sálomon Pérez. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e informa que a representação diplomática em Tel Aviv será conduzida por um encarregado de negócios, conforme comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
A medida reflete o endurecimento da postura espanhola em relação ao conflito no Oriente Médio. O governo espanhol critica tanto as ações militares dos Estados Unidos e Israel contra o Irã quanto as operações israelenses em Gaza, que estão em andamento desde outubro de 2023.
““Por proposta do Ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, e após deliberação do Conselho de Ministros na sua reunião de 10 de março de 2026, ordeno a cessação do mandato da Sra. Ana María Sálomon Pérez como Embaixadora de Espanha no Estado de Israel”, diz o comunicado.”
Sálomon havia sido chamada para consultas em setembro de 2025, em meio à deterioração das relações entre os dois países, e permaneceu na Espanha desde então. A formalização de sua retirada resulta na ausência de um embaixador espanhol em Israel.
A embaixada de Israel em Madrid também é administrada por um encarregado de negócios desde maio de 2024, quando Tel Aviv convocou seu representante em protesto à decisão espanhola de reconhecer o Estado da Palestina.
Na semana passada, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “brincando de roleta russa” com o destino de milhões de pessoas em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeado por ataques americanos e israelenses ao Irã.
A declaração de Sánchez ocorreu poucos dias após Trump afirmar que deseja encerrar todas as relações comerciais com a Espanha, após o país europeu se recusar a permitir que militares americanos usassem suas bases para missões relacionadas aos ataques ao Irã.


