Uma mulher investigada por envolvimento no sequestro ocorrido no estacionamento do Salvador Shopping teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva nesta quarta-feira, 18 de março. O crime aconteceu na tarde de domingo, 15 de março, e as vítimas foram uma idosa de 77 anos e suas duas filhas, que foram mantidas em cárcere por cerca de 12 horas.
A suspeita, identificada como Emile Quessia Oliveira, foi presa durante a liberação das vítimas na segunda-feira, 16 de março. Ela é esposa de Pedro Vitor Lima Sena Júnior, apontado como mandante do crime. Durante a audiência de custódia, o pedido de prisão domiciliar para Emile foi negado.
Em suas redes sociais, Emile se apresenta como cristã, “mãe de pet” e empreendedora. No entanto, segundo apuração da TV Bahia, ela já responde a um processo de 2025 na Justiça da Bahia, relacionado a crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e homicídio.
A investigada é considerada integrante do núcleo financeiro de um grupo criminoso do qual seu marido também faz parte. Pedro Vitor está preso na Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador, e é investigado por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, roubo e homicídio.
Durante o sequestro, as vítimas foram ameaçadas com armas de fogo e forçadas a realizar diversas transferências bancárias, incluindo uma que foi feita diretamente para Emile Quessia. Informações da Caixa Econômica Federal indicaram que uma das mulheres sequestradas tentou realizar um pix de R$ 50 mil para Emile.
Após essa informação, a Polícia Civil foi até a casa de Emile, que inicialmente tentou se livrar do celular e negou sua participação no crime. Posteriormente, ela afirmou que seu marido poderia estar envolvido no sequestro.
A pedido da polícia, Emile fez uma chamada de vídeo para Pedro Vitor, que atendeu dentro da cela. Após saber da detenção da esposa, ele aceitou negociar a liberação das vítimas e informou o local do cativeiro. O celular usado na chamada de vídeo também era utilizado por Pedro Vitor para se comunicar com outros membros do grupo criminoso.
Uma das vítimas relatou que seis homens participaram do sequestro e que os sequestradores realizaram chamadas de vídeo com duas pessoas durante as 12 horas de cativeiro. As vítimas confirmaram que a mulher na chamada era Emile Quessia, que deu ordens aos sequestradores e mandou que um pix de R$ 10 mil fosse feito para sua conta. O homem na chamada permaneceu em silêncio.
O caso segue sob investigação e, até a última atualização, nenhum dos outros envolvidos havia sido preso.


