O Ministério Público deflagrou na manhã desta sexta-feira (13) a Operação “Mágico de Oz”, que desarticulou um esquema de fraudes tributárias e corrupção envolvendo auditores fiscais na DRT-14 (Delegacia Regional Tributária) de Osasco, SP.
O esquema utilizava uma clínica de repouso em Tupi Paulista e uma galeria comercial em Valinhos para lavagem de dinheiro. Durante a operação, uma prisão foi realizada e 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Os empreendimentos eram de propriedade de um fiscal, que foi detido, e do vice-prefeito de Tupi Paulista, Frederico Marquezim Gonçalves (PSD), que foi afastado do cargo. Ao todo, R$ 172.757 em dinheiro em espécie foram recolhidos, sendo R$ 10 mil na residência do fiscal preso, R$ 39 mil em um escritório ligado aos investigados e R$ 120 mil em um imóvel de alto padrão de um assessor.
Além disso, três auditores fiscais de renda foram afastados de suas funções. As ações ocorreram nas cidades de São Paulo, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista.
As investigações revelaram uma estrutura organizada que utilizava “laranjas” para o recebimento de propina por agentes públicos, permitindo a movimentação de valores ilícitos e a ocultação patrimonial.
O Ministério Público identificou que os crimes estavam relacionados a desdobramentos da Operação Ícaro, que investigou fraudes fiscais envolvendo empresas como a Ultrafarma.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a operação teve como objetivo desarticular o esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro na delegacia tributária de Osasco.
““A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, por meio da Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp), atua desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, em conjunto com o Ministério Público, colaborando com as investigações”, afirmou a Secretaria da Fazenda.”
Atualmente, 33 procedimentos administrativos contra servidores estão em andamento, podendo resultar em demissões e novos processos decorrentes das investigações.


