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Leitura: Estrada de Ferro Carajás é liberada após protesto de indígenas no Pará
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Política

Estrada de Ferro Carajás é liberada após protesto de indígenas no Pará

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 11:29
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A Estrada de Ferro Carajás, que conecta o Pará ao Maranhão, foi desinterditada na madrugada desta terça-feira, 17 de março de 2026. A via estava bloqueada por indígenas do povo Gavião, que realizavam uma manifestação que durou cinco dias.

A mineradora Vale, responsável pela administração da ferrovia, informou que as equipes realizaram inspeções e manutenções necessárias para a retomada da operação dos trens. A circulação do trem de passageiros, no entanto, permanece suspensa e será retomada a partir de quinta-feira, 19 de março.

Os passageiros podem solicitar a remarcação de bilhetes ou o reembolso, que será feito em até 30 dias a partir do pedido, realizado pelo número 0800 285 7000.

O bloqueio foi realizado por comunidades da Terra Indígena Mãe Maria, que impediram a passagem de trens de minério e do trem de passageiros operado pela Vale. Os indígenas alegam que o protesto denuncia irregularidades na duplicação da ferrovia, que estaria causando impactos ambientais, como poluição sonora e contaminação de rios na área indígena.

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O Ministério Público Federal apontou que a empresa estaria operando a segunda linha da ferrovia sem a licença necessária. Além disso, as comunidades afirmam que não foram consultadas previamente sobre a obra, conforme prevê a legislação.

Os manifestantes informaram que o bloqueio não tem data para terminar. Em nota, a Vale afirmou que, por motivos de segurança, as viagens do trem de passageiros permaneceriam suspensas na segunda-feira, 16, e na terça-feira, 17.

A empresa também declarou que tomou providências para retomar a circulação dos trens de forma segura o mais breve possível e que já se posicionou sobre a manifestação do Ministério Público Federal, devendo apresentar defesa na Justiça.

TAGGED:ferroviaindígenasMeio AmbienteMinistério Público FederalParápovo GaviãoprotestoTerra Indígena Mãe MariaVale
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