Estrelas-de-nove-braços encantam turistas em praias de SP

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Estrelas-de-nove-braços (Luidia senegalensis) surpreenderam turistas e moradores nas praias da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Os animais apareceram nas faixas de areia, chamando a atenção dos banhistas que registraram a beleza da espécie em Mongaguá e Itanhaém.

O biólogo marinho Alex Ribeiro informou que a estrela-de-nove-braços está classificada como vulnerável na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Um vídeo feito por ele durante um mergulho noturno no litoral norte paulista mostra o animal debaixo d’água.

A professora Cláudia Cristina Rodrigues, de 50 anos, encontrou duas estrelas na praia do bairro Agenor de Campos, em Mongaguá. Ela, que mora no interior paulista e está em licença-prêmio, expressou seu encantamento: “Minha reação foi de encantamento, nunca tinha visto essa espécie. Fotografei, cheguei perto, mas não toquei nelas.” Os animais tinham, em média, 20 centímetros e voltaram ao mar após uma onda.

Cláudia destacou que costuma caminhar na praia com atenção, mesmo em dias nublados, e sempre leva o celular para registrar momentos especiais. “Ficou a lição de que nos dias cinzas a gente também tem gratas surpresas”, completou.

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Dois dias antes, Hyago Mondoni Melo de Oliveira, de 20 anos, registrou uma estrela na Praia do Sonho, em Itanhaém. Ele comentou: “Nós ficamos muito surpresos. Conhecíamos a espécie, mas não sabia que veríamos tão de perto.” O animal que ele viu tinha aproximadamente 15 centímetros.

O biólogo Alex Ribeiro explicou que a estrela-de-nove-braços vive preferencialmente no fundo de areia, onde se enterra e faz movimentos circulares para se cobrir. Ela é um animal noturno, que se movimenta à noite em busca de pequenos organismos e crustáceos.

Outra característica da espécie é sua capacidade de regeneração. “Se ela perdeu um braço, cresce um novo braço de onde ela perdeu”, afirmou. Os animais vivem em ambientes raros, a até 10 metros de profundidade, e são comuns em praias mais calmas da Baixada Santista, sem risco para os humanos.

Entretanto, as estrelas enfrentam problemas devido à atuação humana, como o impacto urbano e a pesca de arrasto. Alex ressaltou que, apesar de não terem valor comercial, possuem grande importância ecológica. “O ideal é não mexer porque elas são muito frágeis e sensíveis”, concluiu.

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