Estudante de 12 anos tem nariz quebrado após agressão em escola no Tocantins

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um estudante de 12 anos sofreu uma fratura no nariz após ser agredido por um colega dentro do Colégio Estadual João D’Abreu, em Dianópolis, no Tocantins. A agressão ocorreu no dia 3 de março e, segundo a família, o adolescente era alvo de ofensas racistas e bullying há cerca de um ano.

Vinicius Moraes, irmão do estudante, afirmou que a escola estava ciente da situação, mas não tomou providências. Após a agressão, o menino só recebeu assistência médica quando a família chamou uma ambulância. ‘Eu já tinha ido na escola algumas vezes para reportar sobre o racismo e o bullying que ele estava sofrendo. Quando aconteceu [a agressão], a coordenação da escola ameaçou meu irmão, falando que ele seria suspenso por se envolver em briga. Não chamaram ambulância, não ligaram para a polícia, não registraram a ocorrência. Fizeram pouco o caso’, contou.

O adolescente passou por cirurgia em Porto Nacional no dia 11 de março. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que informou que o inquérito corre em segredo de justiça por envolver menores de idade.

Vinicius também comentou sobre a omissão da escola em casos de racismo e bullying, afirmando que ‘o colégio sempre se omitiu’. A Secretaria de Estado da Educação do Tocantins (Seduc) declarou que adotou providências imediatas após tomar conhecimento da agressão e que repudia qualquer forma de violência, discriminação ou racismo.

- Publicidade -

A Seduc informou que está oferecendo suporte psicológico, pedagógico e médico ao aluno agredido. A nota da Secretaria destaca que a situação é inadmissível e que não compactua com qualquer tipo de violência no ambiente escolar.

Além disso, a Seduc mencionou que o outro estudante envolvido na ocorrência também recebeu os encaminhamentos institucionais necessários, incluindo diálogo com os responsáveis e adoção de medidas pedagógicas. A Secretaria reforçou que desenvolve ações permanentes de prevenção ao preconceito e à violência nas escolas, como o projeto Poder Afro, que valoriza a cultura afro-brasileira e promove o respeito à diversidade.

Compartilhe esta notícia