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Educação

Estudantes constroem ponte com palitos de picolé que suporta mais de 430 kg

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de março de 2026 08:00
Amanda Rocha
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Tempo: 5 min.
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Cinco estudantes viralizaram nas redes sociais após construírem uma ponte com palitos de picolé capaz de suportar mais de 430 quilos durante um teste de resistência em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

O vídeo, publicado no ano passado, soma mais de 29 milhões de visualizações e a estrutura ganhou destaque no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP).

Para efeito de comparação, o peso suportado pela ponte equivale a seis pessoas adultas, que pesam aproximadamente 70 quilos cada, todas em cima da estrutura. Em outro exemplo, podem ser colocados até nove sacos de cimento com peso de 50 quilos.

O projeto foi montado por Beatriz Rodrigues Borges, de 27 anos; Camila Bonifácio da Rocha, de 23; Livian Pereira Duarte, de 22; Maria Helena Naime Thomé de Vasconcelos Grisi, de 32; e Yasmim Vitória Puga, de 21. As estudantes estão no quarto ano de engenharia civil do Centro Universitário de Rio Preto (Unirp) e chamaram a atenção dos colegas de turma, dos professores e dos seguidores nas redes sociais.

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O desafio faz parte da disciplina de estruturas de madeira, do terceiro ano do curso, e consiste em desenvolver uma ponte utilizando apenas palitos de sorvete e cola, seguindo critérios técnicos definidos em edital. Apesar de ser uma atividade curricular, a competição se tornou tradicional na faculdade e envolve estudantes de outros cursos, como arquitetura.

“”Mais do que uma atividade acadêmica, foi uma oportunidade de aplicar a engenharia na prática e transformar teoria em resultado real. Queríamos demonstrar que uma solução clássica, quando bem executada, pode apresentar um desempenho extraordinário”, explica Camila.”

Durante o planejamento, o grupo estimava que a estrutura poderia suportar cerca de 300 quilos, mas o resultado final superou as expectativas. No momento do teste, a ponte recebeu as anilhas usadas para medir a carga até ultrapassar 430 quilos, limite máximo disponível para avaliação.

“”Sabíamos que nossa ponte era resistente. Durante o projeto, fizemos algumas estimativas e acreditávamos que poderia chegar perto dos 300 quilos. Porém, o resultado superou completamente nossas expectativas. Percebemos que tínhamos feito algo realmente extraordinário”, comenta Maria Thomé.”

O projeto levou cerca de dois meses, entre planejamento, testes e construção da estrutura. Cada palito foi colado manualmente, conforme as alunas, em um processo minucioso que exigiu precisão e paciência. Durante o desenvolvimento, as alunas estudaram diferentes modelos de pontes, mas decidiram apostar em uma estrutura treliçada, uma solução da engenharia que distribui melhor as forças ao longo da estrutura.

“”Tivemos muito cuidado em todas as etapas, desde a escolha dos palitos até o tipo de treliça adotado. Escolhemos cada palito com muito critério e realizamos testes preliminares na base da estrutura, o que nos deu confiança de que a ponte teria um ótimo desempenho no teste final”, reflete Beatriz.”

No dia do teste de resistência, o grupo foi o 16º a se apresentar. Conforme as anilhas eram colocadas, a expectativa aumentava. Colegas e professores acompanharam o teste e comemoraram o resultado.

“”Foi um momento inesquecível. A emoção tomou conta de todos. Foi um momento de muita alegria, com colegas torcendo, professores orgulhosos e a sensação de termos alcançado algo realmente marcante”, celebra Livian.”

O desempenho da ponte chamou a atenção do Crea-SP, órgão que representa os profissionais da engenharia no estado. Para as estudantes, o reconhecimento tem um significado especial.

“”Vale a pena acreditar na educação, nos sonhos e no próprio potencial. Nós esperamos que nossa história possa inspirar outras jovens a seguir esse caminho. A mulher pode estar onde quiser – inclusive projetando, calculando e construindo grandes estruturas”, ressalta Yasmin.”

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