Estudantes constroem ponte de palitos de picolé que suporta mais de 430 kg

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Estudantes de engenharia civil do Centro Universitário de Rio Preto (Unirp) construíram uma ponte utilizando palitos de picolé que conseguiu suportar mais de 430 quilos. O feito ocorreu em São José do Rio Preto (SP) e foi orientado pela professora Márcia Regina Vieira de Araújo.

A professora explicou os conceitos de engenharia aplicados, como a estrutura da treliça e a distribuição da carga. O vídeo da construção, publicado no ano passado, já soma mais de 29 milhões de visualizações e recebeu destaque no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP).

O projeto foi realizado por Beatriz Rodrigues Borges, Camila Bonifácio da Rocha, Livian Pereira Duarte, Maria Helena Naime Thomé de Vasconcelos Grisi e Yasmim Vitória Puga. Entre os conceitos utilizados estão o cálculo de distribuição de carga, a estabilidade da estrutura e a resistência dos materiais.

A professora Márcia Regina destacou que o formato triangular da ponte garante maior rigidez à estrutura e que a carga é direcionada para as extremidades, evitando que um único ponto suporte todo o peso. Cada parte da ponte trabalha de forma diferente, com algumas sob compressão e outras sob tensão, permitindo melhor aproveitamento da resistência do material.

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“”A fidelidade entre o que foi projetado e o que foi executado é fundamental. Quando esses conceitos são aplicados corretamente, mesmo uma estrutura aparentemente simples pode suportar uma carga significativa”, afirmou a engenheira.”

O teste da ponte foi realizado com anilhas que ultrapassaram 430 quilos, superando a estimativa inicial de 300 quilos. Para efeito de comparação, esse peso equivale a seis pessoas adultas de aproximadamente 70 quilos cada ou até nove sacos de cimento de 50 quilos.

O projeto levou cerca de 60 dias para ser concluído, incluindo planejamento, testes e construção. Cada palito foi colado manualmente, exigindo precisão e paciência das alunas. Durante o desenvolvimento, elas estudaram diferentes modelos de pontes e decidiram pela estrutura treliçada, que distribui melhor as forças.

“”Tivemos muito cuidado em todas as etapas, desde a escolha dos palitos até o tipo de treliça adotado”, refletiu Beatriz.”

O desafio faz parte da disciplina de estruturas de madeira e visa permitir que os estudantes apliquem na prática os conteúdos teóricos aprendidos ao longo da graduação. Para a professora Márcia, essa atividade é essencial para a formação dos futuros engenheiros, pois permite que eles transformem o aprendizado em algo concreto.

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As estudantes chamaram a atenção dos colegas, professores e seguidores nas redes sociais com o projeto inovador.

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