Estudantes criam site de denúncias de violência contra a mulher em formato de delivery

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Nestor Gomes de Araújo, em Dumont, desenvolveram um protótipo de site para denúncias de violência doméstica que simula um portal de delivery de comida. O projeto foi criado por cinco alunos da 2ª e 3ª séries durante aulas de tecnologia e inovação, utilizando a plataforma Alura.

O site, por enquanto, funciona em formato de simulação. Para ser lançado oficialmente, ele deve ser conectado ao sistema da Polícia Militar, pelo 190, ou à Central de Atendimento à Mulher, no 180. A estudante Sara Cristina da Silva, da 2ª série A, explica: ‘Esse é um projeto de fachada que simula um site de delivery. No entanto, seu propósito real é muito mais crítico: oferecer um canal de denúncia discreto e seguro para mulheres em situação de violência doméstica.’

O grupo, que inclui as estudantes Luana da Rocha, Giovana Boaventura, Lívia da Costa e Carlos Gonçalves, enfatiza que o site possui uma interface discreta para evitar desconfiança e garantir que as denúncias sejam feitas de forma anônima. O uso simplificado foi pensado para facilitar o acesso em situações de estresse.

Giovana Boaventura comenta sobre a motivação do projeto: ‘O que motivou a gente foi a relevância do tema. Com muitos casos de homicídio ocorrendo, pensamos que, como mulheres, a gente podia fazer a nossa parte.’ Luana complementa: ‘Percebemos que os casos de violência contra a mulher têm aumentado neste ano, e isso torna a luta mais importante.’

O site é de código aberto, permitindo que qualquer pessoa contribua, aprimore ou replique o projeto. A plataforma Alura, utilizada nas aulas, oferece cursos que vão desde lógica de programação até linguagens como JavaScript e Python, capacitando os alunos a desenvolverem soluções digitais.

Atualmente, mais de 1 milhão de estudantes têm acesso à Alura, que integra o currículo das escolas e promove o aprendizado prático.

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