Estudantes em países ocidentais, como a Inglaterra, prestaram homenagens a Ali Khamenei, que foi morto em um bombardeio israelense no último sábado. As mensagens de condolências incluem termos como ‘amado líder’ e ‘grande mártir’, mas provêm de jovens que desfrutam das liberdades em um país ocidental, contrastando com a repressão que Khamenei endossou no Irã.
Esses estudantes estão em sua maioria ligados a uma organização xiita, predominante no Irã, e recebem apoio de organizações estudantis em universidades renomadas, como a Universidade de Edimburgo, Cambridge e a UCL. A UCL afirmou que ‘estudantes têm o direito, moralmente e legalmente, de ficar de luto, de se expressar e de se organizar dentro dos parâmetros da lei’. Embora legal, a situação é considerada moralmente repugnante por muitos.
As homenagens estudantis contrastam com as reações dentro do Irã, onde muitos celebraram a morte de Khamenei. Um profissional na faixa dos 40 anos relatou: ‘Quando saiu a notícia de que Khamenei estava morto, o bairro todo celebrou. Todo mundo ficou feliz’. Ele também destacou que, para conquistar a liberdade, ‘a guerra é a única opção’.
Uma mulher de Teerã expressou sua disposição em lutar pela liberdade, afirmando: ‘Estou pronta para morrer. Obviamente, preferiria continuar viva para aproveitar a boa vida que teremos no Irã depois da queda da República Islâmica’. Essas declarações refletem a realidade dura enfrentada pelos iranianos sob o regime teocrático.
A situação é complicada, especialmente em relação ao direito internacional e à necessidade de ações militares. Especialistas questionam a falta de atenção ao massacre de iranianos nas ruas, enquanto as relações entre aliados ocidentais se deterioram. O ex-presidente Donald Trump criticou a posição do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, que se opôs a ações contra o regime iraniano.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também se viu em uma posição delicada após as críticas de Trump sobre a falta de um plano viável para o Irã. A guerra está causando estresse entre os aliados ocidentais, o que o regime iraniano busca explorar.
Os desdobramentos da situação são complexos e revelam a confusão sobre as alianças. No entanto, a moralidade da situação é clara: os estudantes que louvam Khamenei compartilham da degradação que seus colegas no Irã enfrentam ao serem massacrados por expressar opiniões contra o regime.

