Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
  • Cotidiano
  • Política
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Estudo revela que estresse na adolescência causa alterações cerebrais duradouras
Compartilhar
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
  • Política
  • Cotidiano
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Home
    • Política
    • Cotidiano
    • Economia
    • Mundo
    • Esporte
    • Cultura
    • Opinião
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Expediente
Have an existing account? Sign In
Follow US
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Saúde

Estudo revela que estresse na adolescência causa alterações cerebrais duradouras

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de março de 2026 13:48
Amanda Rocha
Compartilhar
Tempo: 4 min.
Estudo revela que estresse na adolescência causa alterações cerebrais duradouras
Compartilhar

Um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) revelou que situações estressantes vividas na adolescência provocam alterações cerebrais mais profundas e duradouras do que aquelas que ocorrem na vida adulta. A pesquisa identificou um dos mecanismos neurológicos por trás dessa diferença, oferecendo novas pistas sobre a origem de transtornos psiquiátricos como depressão e esquizofrenia.

Os pesquisadores comprovaram que a exposição ao estresse na adolescência interfere no equilíbrio dos neurônios, comprometendo a maturação de redes neurais e aumentando a vulnerabilidade a disfunções cerebrais que podem persistir até a vida adulta. Os resultados do estudo foram publicados na revista Cerebral Cortex.

A pesquisa, apoiada pela FAPESP, demonstrou que o estresse na adolescência provoca mudanças permanentes nos circuitos do córtex pré-frontal, que é responsável pelo controle emocional e função cognitiva. Segundo os pesquisadores, traumas nessa fase da vida desregulam o equilíbrio entre sinais de excitação e inibição no cérebro, comprometendo a estabilidade funcional do órgão.

Em roedores adultos, o cérebro mostrou maior resiliência, com mecanismos de recuperação que tornaram os efeitos do estresse mais passageiros. “Estudos epidemiológicos já haviam demonstrado que o impacto do estresse severo é mais profundo na adolescência. Em nosso trabalho, comprovamos que ele causa desequilíbrio na comunicação entre células cerebrais nas duas fases da vida. No entanto, como o cérebro adolescente ainda está em formação, não há proteção suficiente contra esse impacto”, explicou Felipe Gomes, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e coordenador do estudo.

- Publicidade -
Ad imageAd image

No experimento, ratos machos foram submetidos a um protocolo de estresse ao longo de dez dias consecutivos, com choques nas patas e restrição de movimento. Os cientistas analisaram as alterações de curto e longo prazo na atividade de neurônios excitatórios e inibitórios, ambos presentes no córtex pré-frontal medial.

Nos ratos adolescentes, o estresse provocou um aumento persistente na atividade dos neurônios excitatórios e alterou de forma duradoura o funcionamento dos inibitórios, resultando em um desequilíbrio prolongado. Embora a força dos sinais inibitórios tenha retornado ao estado normal, o padrão de disparo permaneceu irregular, comprometendo o controle neural.

Nos adultos, o estresse causou apenas uma redução temporária na atividade dos interneurônios inibitórios, permitindo que o sistema se reequilibrasse após o período de estresse. “O estudo também mostrou que o mau funcionamento dos interneurônios afetou os ritmos elétricos cerebrais. Nos adolescentes, houve uma redução duradoura nas oscilações gama, fundamentais para processos cognitivos superiores, enquanto nos adultos, o estresse reduziu temporariamente as oscilações teta”, contou Gomes.

Estudos anteriores já haviam mostrado que o estresse na adolescência pode induzir comportamentos semelhantes aos da esquizofrenia, enquanto o estresse na vida adulta tende a provocar alterações mais associadas à depressão. “Nosso trabalho avança ao revelar os mecanismos neurais por trás dessas diferenças, mostrando que o momento da vida em que o estresse ocorre é determinante para o tipo e a duração das alterações nos circuitos do córtex pré-frontal”, afirmou Flávia Alves Verza, que investiga o tema em seu pós-doutorado, apoiado pela FAPESP.

Além de compartilharem a exposição ao estresse como um fator de risco comum, cerca de 40% dos genes de risco para esquizofrenia também estão associados à depressão. “Dessa forma, o novo estudo contribuiu para a hipótese de que um indivíduo geneticamente vulnerável pode desenvolver esquizofrenia se exposto a traumas na adolescência, enquanto o mesmo trauma na vida adulta pode desencadear depressão. Os resultados reforçam a importância de estratégias preventivas voltadas aos jovens, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade emocional”, concluiu Gomes.

TAGGED:AdolescênciaCérebroEstresseFapespFelipe GomesFlávia Alves VerzaRibeirão PretoSão PauloTranstornos PsiquiátricosUniversidade de São Paulo
Compartilhe esta notícia
Facebook Whatsapp Whatsapp Telegram Copiar Link Print
Notícia Anterior Flamengo e Botafogo lideram lista de atletas mais valiosos do país
Próximo notícia sitemap.xml
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?