Estudo aponta que 65% dos brasileiros querem IA como orientadora financeira

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um estudo realizado pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca revelou que 65% dos brasileiros desejam que a inteligência artificial (IA) atue como orientadora de suas finanças pessoais. A pesquisa indicou que a maioria prefere receber recomendações personalizadas da IA, mas não quer que a tecnologia tome decisões financeiras em seu nome.

O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 4 de março de 2026, demonstra uma mudança na percepção dos brasileiros em relação aos bancos. Segundo o estudo, os bancos estão deixando de ser vistos apenas como instituições transacionais e passando a ser percebidos como aliados estratégicos no planejamento financeiro.

Para os pesquisadores, a confiança no uso da IA para finanças está atrelada à clareza da linguagem empregada (40%) e ao conhecimento das regras que regem a tecnologia (39%). ‘Do ponto de vista antropológico, essa expectativa revela uma mudança cultural importante. A tecnologia deixa de ser apenas um meio de transação e passa a ocupar também um papel educativo, ajudando as pessoas a compreender e planejar sua vida financeira de forma mais consciente,’ explicou Marina Roale, head de Insights do Grupo Consumoteca.

Carlos Eduardo Mazzei, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco, afirmou que a percepção do banco é que o brasileiro deseja a IA como um ‘copiloto’, um suporte para reduzir a ansiedade em torno do dinheiro e conquistar mais autonomia financeira.

A pesquisa aplicou questionários estruturados a 5.000 pessoas em 15 estados brasileiros durante o ano de 2025. A amostra buscou representar a população brasileira com 18 anos ou mais e apresentou uma margem de erro estimada em 2,8 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.

O estudo também revelou que mais de um terço das pessoas já preferem usar IA para receber recomendações personalizadas, enquanto apenas 14% aceitariam que a tecnologia tomasse decisões por elas.

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