Um novo estudo publicado no Journal of Sports Sciences investiga a motivação de atletas universitários do Canadá durante exercícios de resistência. A pesquisa envolveu 39 jovens, sendo 20 do sexo masculino e 19 do sexo feminino, todos atletas de hóquei.
Os pesquisadores registraram o comportamento de incentivo em um teste de corrida de 20 metros, realizado durante a pré-temporada. A pesquisa revelou que o incentivo não é constante, com ações verbais e não verbais funcionando como um recurso de emergência. À medida que o exercício se torna mais difícil, a frequência das motivações aumenta drasticamente.
O estudo identificou três formas principais de incentivo: apoio informativo, apoio de avaliação e apoio tangível. O apoio informativo inclui mensagens como “força”, “acelere” e “faltam só cinco minutos”. O apoio de avaliação visa fornecer informações que aumentem a confiança do atleta, como “você tem muito mais a oferecer”. O apoio tangível, que envolve perguntar ao atleta o que ele precisa, foi pouco observado devido à natureza dos exercícios de resistência.
Incentivos não verbais, como palmas e gestos, também foram mencionados como formas de aumentar a percepção de apoio. Durante os momentos finais do teste, o apoio foi quase contínuo, ocorrendo a cada 3 a 10 segundos. Os alunos foram incentivados em cerca de 7% do tempo total, uma frequência maior do que em experimentos de laboratório.
Uma descoberta importante foi a diferença no comportamento de incentivo entre atletas femininos e masculinos. As mulheres foram três vezes mais propensas a usar incentivos não-verbais em comparação aos homens. Enquanto as mulheres mantiveram ou aumentaram os elogios até o final, os homens tendiam a usar elogios de forma estagnada ou em diminuição, substituindo-os por instruções mais secas.
O estudo enfatizou que o desempenho dos atletas não melhorou de forma mágica. Para que as mensagens de incentivo sejam eficazes, devem ser autênticas, sinceras, frequentes e personalizadas. O apoio deve vir de alguém de confiança, como um treinador, e ser contínuo, ajudando o atleta a encarar a tarefa como um desafio superável.
A pesquisa não comparou o desempenho entre atletas incentivados e não incentivados, mas os jovens relataram alta satisfação com o apoio recebido, afirmando que ele foi eficaz para manter a motivação durante os exercícios. O estudo foi realizado por Edda van Meurs, Margaret Nieto, Bernd Strauss e Sebastian Harenberg, e publicado em fevereiro de 2026.

