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Leitura: Estudo sugere que Sol pode ter migrado na Via Láctea
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Ciência

Estudo sugere que Sol pode ter migrado na Via Láctea

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de março de 2026 10:57
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Um estudo publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics nesta quinta-feira (12) sugere que o Sol pode não estar exatamente em seu local de origem. De acordo com os pesquisadores, a estrela do Sistema Solar pode ter nascido em uma região mais próxima do centro da Via Láctea e migrado ao longo de bilhões de anos até a posição atual.

O material explica que estudar a fundo apenas o Sol seria muito complexo. Por isso, a pesquisa se baseou nos chamados “gêmeos solares”, estrelas semelhantes ao Sol que apresentam características parecidas, como temperatura, composição química, massa e metalicidade. Os pesquisadores identificaram 6.594 gêmeos solares localizados a até aproximadamente 980 anos-luz da Terra.

A análise foi feita com dados da missão espacial Gaia, da Agência Espacial Europeia. Ao estudar a idade e a composição química dessas estrelas, os cientistas buscaram reconstruir a história da formação estelar no disco da Via Láctea.

Durante a análise, os cientistas observaram uma distinção de idades entre esses gêmeos solares, divididos em dois grupos. Um grupo é mais jovem, com cerca de 2 bilhões de anos, e o outro é mais antigo, com origem entre 4 e 6 bilhões de anos, mesma idade estimada do Sol, de aproximadamente 4,6 bilhões de anos.

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Com base nesses elementos, os especialistas acreditam que a migração radial de longa distância do Sol é compartilhada por muitas estrelas do disco interno. A hipótese levantada sugere possível relação com a época de formação da barra, que teria desencadeado formação estelar intensa no disco interno e induzido uma migração eficaz.

A evolução orbital dos gêmeos solares teria ocorrido, principalmente, pela difusão do momento angular e não pelo aquecimento radial, como assumido. Para os pesquisadores, o Sol teria feito parte desse processo e viajado milhares de anos-luz ao longo de bilhões de anos, acompanhando o movimento de outras estrelas semelhantes que também migraram do interior da galáxia.

““Nesse contexto, o Sol teria migrado naturalmente como um membro de um grande grupo de estrelas comigratórias”, concluem.”

TAGGED:Agência Espacial EuropeiaAstronomiaCiênciaSistema Solar
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