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Ciência

Estudos indicam que o Sol pode ter migrado do centro da Via Láctea

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de março de 2026 05:00
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Dois novos estudos publicados na revista científica ‘Astronomy & Astrophysics’ sugerem que o Sol não nasceu onde está atualmente. Os pesquisadores indicam que nossa estrela pode ter se formado muito mais perto do centro da Via Láctea e, bilhões de anos atrás, migrou para regiões mais externas da galáxia junto com outras estrelas semelhantes.

A descoberta se baseia em dados do satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), que mapeia a posição, o movimento e as características de bilhões de estrelas. Os cientistas afirmam que o Sol participou de uma migração estelar em massa entre 4 e 6 bilhões de anos atrás, quando estrelas com características semelhantes se deslocaram para fora das regiões centrais da galáxia.

Atualmente, o Sistema Solar está localizado a cerca de 26 mil anos-luz do centro da Via Láctea. No entanto, evidências químicas e observacionais sugerem que o Sol provavelmente nasceu mais de 10 mil anos-luz mais próximo do núcleo galáctico do que está hoje.

Para investigar essa hipótese, os pesquisadores analisaram um grupo especial de estrelas conhecidas como “gêmeas solares”, que possuem propriedades semelhantes ao Sol, como temperatura, gravidade superficial e composição química. Utilizando os dados do Gaia, a equipe montou o maior catálogo desse tipo já produzido, com 6.594 estrelas semelhantes ao Sol.

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Ao estudar a idade dessas estrelas, os cientistas notaram um padrão: muitas delas têm entre 4 e 6 bilhões de anos, idade semelhante à do Sol, que se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos. Esse movimento coletivo pode estar relacionado à evolução da estrutura central da Via Láctea.

No centro da galáxia, existe uma região alongada formada por estrelas, conhecida como barra galáctica, que influencia a dinâmica das estrelas ao redor. Essa estrutura cria uma barreira gravitacional que dificulta o afastamento das estrelas do centro. Se essa barreira ainda estava em formação quando o Sol nasceu, poderia ter permitido que um grande grupo de estrelas migrasse para regiões mais externas.

A descoberta não apenas ajuda a explicar a posição atual do Sol, mas também sugere que a migração pode ter levado o Sistema Solar para uma região da galáxia mais favorável ao surgimento e à evolução da vida, já que as áreas centrais costumam ser mais extremas.

TAGGED:Agência Espacial EuropeiaAstronomiaCiênciaEstrelasSolVia Láctea
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