As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram e destruíram 16 navios iranianos lançadores de minas perto do Estreito de Ormuz na terça-feira, 10 de março de 2026. O ataque ocorreu em meio a relatos de que o Irã teria começado a instalar dispositivos explosivos na rota marítima, que é um dos principais focos de atenção global na guerra no Oriente Médio.
Segundo informações de inteligência, o Irã instalou dezenas de minas no estreito nos últimos dias e possui capacidade para instalar centenas mais. Aproximadamente 20% do gás e petróleo consumidos mundialmente passam por Ormuz. A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que não permitirá que “um litro de petróleo” saia da região caso os ataques entre Estados Unidos e Israel continuem.
O presidente americano, Donald Trump, comentou em sua rede social, a Truth Social, que “se o Irã instalou minas no Estreito de Ormuz, e não temos relatos disso, queremos que sejam removidas IMEDIATAMENTE!”. Menos de duas horas após sua publicação, o Comando Central dos Estados Unidos divulgou vídeos dos ataques a navios de minagem.
Na quarta-feira, 11 de março, pelo menos quatro navios foram atacados na área do Estreito de Ormuz. A agência marítima britânica UKMTO informou que um porta-contêineres e dois cargueiros foram atingidos por “projéteis desconhecidos”, enquanto a Marinha da Tailândia relatou que um graneleiro com a bandeira do país também foi atacado.
Os 20 tripulantes da embarcação tailandesa foram resgatados. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, a UKMTO registrou 14 incidentes contra navios na passagem onde transita 20% do gás e petróleo consumidos pelo mundo.
O bloqueio do estreito e os ataques iranianos a nações do Golfo, aliadas dos EUA, provocaram uma alta nos preços do barril de petróleo e turbulência nos mercados globais. A volatilidade do setor energético aumentou após uma publicação do secretário de Energia de Trump, Chris Wright, que afirmou que a Marinha americana havia escoltado um petroleiro pela via marítima.
Os contratos futuros de petróleo bruto dos Estados Unidos caíram até 19% após a publicação, que foi rapidamente deletada. Tanto o Irã quanto autoridades do governo Trump negaram a alegação de Wright, esclarecendo que a expedição não havia ocorrido.
A comunidade internacional discute ações para desbloquear o tráfego de petróleo. Washington mencionou a possibilidade de escoltar embarcações na região, enquanto a França propôs uma “missão defensiva” com aliados. A Agência Internacional de Energia (AIE) considera recorrer às reservas emergenciais de petróleo, uma medida que não é utilizada desde o início da guerra na Ucrânia.
Os governantes do G7 devem se reunir por videoconferência para discutir a questão das reservas energéticas. Especialistas alertam que os riscos de segurança podem tornar a passagem pelo estreito mais cara do que a margem de lucro da carga de petróleo transportada.


