O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que o país utilizará bombas de gravidade contra o Irã, afirmando que os EUA possuem superioridade aérea completa na guerra. Ele declarou:
““Usaremos bombas de gravidade de precisão guiadas por GPS e laser de 500, 1.000 e 2.000 libras, das quais temos um estoque praticamente ilimitado.””
As bombas de gravidade são um tipo simples de armamento, lançadas de aviões, sem propulsão como os mísseis e, em sua forma mais básica, não são guiadas, tornando-as menos precisas. Elas dependem da gravidade e da velocidade do avião que as lança para atingir o alvo. Também são conhecidas como bombas “burras” ou de queda livre.
Esses dispositivos podem ser lançados de aeronaves mais lentas, como o bombardeiro B-52H Stratofortress, que os EUA indicaram que utilizarão no conflito. Hegseth destacou que os EUA usaram munições de ataque à distância mais sofisticadas no início do conflito. Com a destruição dos sistemas de defesa iranianos e a superioridade aérea, o uso dessas munições se torna viável.
Com o avanço da tecnologia militar, as bombas de gravidade passaram a contar com sistemas de orientação que aumentam a precisão dos ataques, incluindo bombas guiadas a laser, que possuem aletas controláveis para direcionar o armamento.
As bombas de gravidade também têm a capacidade de carregar ogivas nucleares, embora Hegseth não tenha indicado que os EUA utilizarão armas nucleares na guerra até o momento. Segundo a Arms Control Association, os Estados Unidos possuem cerca de 100 bombas nucleares de gravidade B61, posicionadas em seis bases da Otan na Europa.
O Exército americano mantém cerca de 50 bombas nucleares de gravidade B61 na base aérea de Incirlik, na Turquia. Outro tipo de bomba de gravidade, chamada “Bunker Buster”, pode penetrar até 60 metros no solo e já foi utilizada pelos EUA contra o Irã em junho do ano passado, durante o ataque à instalação nuclear de Fordow.

