EUA consideram PCC e CV ameaças, mas não confirmam designação terrorista

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, declarou nesta terça-feira (10) que considera as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como ameaças à segurança regional. No entanto, não houve confirmação sobre a intenção de classificar esses grupos como organizações terroristas.

Em um comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que “as organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, são ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com o tráfico de drogas, a violência e o crime transnacional”. A nota também destacou: “Não adiantamos possíveis designações terroristas nem sobre deliberações a respeito de designações terroristas. Estamos totalmente comprometidos em tomar as medidas cabíveis contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou sua equipe a reagir com cautela à possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como terroristas. A avaliação no Palácio do Planalto é de que o assunto deve ser tratado nas negociações diplomáticas, evitando “balões de ensaio”. O governo brasileiro considera que a questão é mais um discurso retórico do governo Trump do que uma iniciativa concreta.

Lula também mencionou o tema em conversas com a presidente do México, Claudia Sheinbaum. O governo brasileiro teme que a classificação das facções como terroristas possa comprometer a soberania do país e acarretar graves consequências.

Se os EUA decidirem unilateralmente classificar o PCC e o CV como terroristas, a avaliação é de que isso poderia abrir espaço para uma intervenção militar e a aplicação de novas sanções, inclusive financeiras. O governo Lula vê essa possibilidade como uma preocupação significativa.

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