EUA enfrentam risco de eliminação no Mundial de Beisebol após derrota para a Itália

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A seleção dos Estados Unidos está próxima de viver um momento constrangedor no Clássico Mundial de Beisebol. Após uma derrota por 8 a 6 para a Itália, os americanos agora dependem do resultado do jogo entre Itália e México para saber se avançam às quartas de final ou se serão eliminados na fase de grupos.

No confronto contra os italianos, os EUA chegaram a estar perdendo por 8 a 0 antes de tentar uma reação nas entradas finais. Agora, a equipe terá que assistir ao jogo decisivo sem poder mudar seu destino. Os americanos entraram no torneio como favoritos, e uma eliminação precoce seria inédita na história da competição, que existe há duas décadas.

Uma possível eliminação representaria um golpe duro para o país, que considera o beisebol seu “passatempo nacional”. Além disso, significaria a queda de um dos elencos mais fortes do torneio, que busca se vingar da derrota para o Japão na final de 2023. Com a saída dos EUA, o caminho para o título ficaria mais aberto para seleções como República Dominicana, Venezuela e o atual campeão Japão.

A derrota para a Itália foi inesperada, e o time italiano não é formado apenas por jogadores nascidos na Itália. As regras do Clássico Mundial permitem que atletas com ligação familiar ao país defendam a seleção, resultando em um elenco com muitos jogadores nascidos nos Estados Unidos.

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O técnico Mark DeRosa passou a ser alvo de críticas após a derrota. Antes da partida, ele afirmou que pretendia poupar alguns jogadores e que os EUA já estariam classificados para as quartas de final, o que não era verdade. Após o jogo, DeRosa admitiu o erro: “Eu me expressei mal. Estava conversando com amigos no programa e interpretei os cálculos de forma errada”.

O regulamento do Clássico Mundial prevê critérios de desempate caso equipes terminem com campanhas iguais. O primeiro critério é o RA/DOUT, que divide o número de corridas sofridas pelo total de eliminações defensivas. Se houver empate, o critério passa a ser o ERA/DOUT, que considera as corridas merecidas sofridas pela equipe. Persistindo a igualdade, vale a média de rebatidas do time na fase de grupos, e em último caso, a vaga é decidida por sorteio.

Para os EUA avançarem, a Itália precisa vencer o México. Nesse caso, os americanos terminariam em segundo lugar no Grupo B. Se o México vencer, as três equipes terminariam com 3 vitórias e 1 derrota, e a classificação dependeria dos critérios de desempate. Uma vitória mexicana com placar baixo favoreceria Itália e México, eliminando os EUA. Por outro lado, uma vitória mexicana com mais corridas poderia classificar México e EUA, deixando a Itália de fora. Se a partida for para entradas extras, os cálculos se tornam ainda mais complexos.

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