Os Estados Unidos gastaram cerca de US$ 5,6 bilhões em munições nas primeiras 48 horas da guerra contra o Irã, conforme avaliação do Pentágono apresentada ao Congresso na segunda-feira, 9 de março de 2026.
Esse cálculo considera apenas os armamentos utilizados nos ataques iniciais e não abrange despesas mais amplas da operação militar, como o deslocamento de tropas, aeronaves e navios de guerra para o Oriente Médio.
O volume de munições empregado reacendeu no Capitólio o debate sobre a rapidez com que os Estados Unidos estão utilizando sistemas militares avançados, incluindo mísseis guiados de longo alcance e outras armas de precisão.
Segundo pessoas familiarizadas com o relatório do Departamento de Defesa, boa parte do custo está ligada aos armamentos de alta tecnologia, considerados essenciais para atingir instalações estratégicas com maior precisão.
Além das operações ofensivas, as forças americanas e seus aliados têm utilizado uma grande quantidade de interceptadores de defesa aérea para derrubar mísseis balísticos e drones disparados pelo Irã, que possui um amplo estoque desse tipo de armamento.
Apesar das preocupações levantadas por congressistas, o Pentágono afirma que os Estados Unidos mantêm capacidade suficiente para sustentar as operações. O porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, declarou que as Forças Armadas têm “tudo o que precisam para executar qualquer missão no momento e no local escolhidos pelo presidente”.
Nos bastidores do Congresso, a expectativa é que a continuidade da campanha militar leve o governo a solicitar novos recursos ao Legislativo para ampliar a produção de munições e recompor os estoques utilizados no conflito.


