O Pentágono confirmou que a campanha aérea dos EUA e de Israel, denominada Operação Epic Fury, atingiu mais de 15.000 alvos no Irã. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, informou que as defesas aéreas de Teerã estão em ruínas e sua marinha foi severamente danificada.
O presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, relatou que os lançamentos de mísseis balísticos do Irã contra Israel e parceiros do Golfo diminuíram em 90% desde o início do conflito. Apesar dos danos significativos, a guerra não é vencida apenas com listas de alvos; é necessário um resultado político duradouro, que ainda não está definido.
A situação econômica também é preocupante. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do fornecimento diário de petróleo do mundo, está efetivamente fechado. O tráfego de petroleiros foi interrompido e o preço do petróleo ultrapassou R$ 100 por barril, com o Brent atingindo R$ 119. A Agência Internacional de Energia classificou isso como a maior interrupção do fornecimento de petróleo na história do mercado global.
O custo militar da operação é alarmante. O Pentágono informou que os primeiros seis dias da Operação Epic Fury custaram mais de R$ 11,3 bilhões, sem incluir custos de pré-implantação ou reposição de munições. Especialistas alertam que a campanha no Irã está esgotando os estoques de armas precisas que os EUA precisariam para dissuadir a China no Pacífico.
O custo humano também é significativo. Pelo menos sete membros das forças armadas americanas foram mortos em operações de combate. Além disso, todos os seis membros da tripulação de um avião de reabastecimento KC-135 foram confirmados mortos após a queda da aeronave no oeste do Iraque. O secretário Hegseth reconheceu a perda, chamando os aviadores de “heróis americanos”.
Apesar dos ataques, o regime iraniano não entrou em colapso. Teerã nomeou Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo assassinado, como novo governante, e ele já prometeu manter o Estreito de Ormuz fechado e atacar todas as bases dos EUA na região. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) o apoiou imediatamente, e a visão do regime é de que esta guerra é uma luta religiosa contra o que consideram um ataque americano e sionista.
A história mostra que o poder aéreo convencional nunca derrubou um governo determinado por si só. A questão central agora é: o que exatamente os Estados Unidos estão tentando alcançar? O presidente Trump estabeleceu objetivos claros, como negar ao Irã armas nucleares e destruir sua capacidade de ameaçar vizinhos. Após quase três semanas de ataques, esses objetivos estão ao alcance, mas Trump também sugeriu que deseja aprovar o próximo líder do Irã, o que implica em uma mudança de regime, exigindo mais do que uma campanha aérea.
O futuro da campanha militar deve ser definido. É necessário completar os objetivos militares restantes, esclarecer publicamente o que significa “concluído” e mudar de ataques em larga escala para operações de pressão sustentada. Os EUA e Israel venceram as primeiras rodadas, mas o padrão de guerras inconclusivas que se seguiu em conflitos anteriores deve ser evitado.


