No sábado, 28 de março de 2026, os Estados Unidos viveram um dia de grande mobilização popular, considerado um dos maiores protestos contra o presidente Donald Trump.
Mais de 3.000 atos foram registrados em todos os 50 estados, reunindo aproximadamente 9 milhões de pessoas, segundo os organizadores. A manifestação foi impulsionada por uma série de insatisfações acumuladas ao longo do mandato de Trump, incluindo o endurecimento das políticas imigratórias e denúncias de abusos nas operações do Immigration and Customs Enforcement (ICE), que resultaram em 13 mortes.
A guerra contra o Irã também foi um fator de indignação, somando-se a preocupações com o risco de desaceleração da economia americana. Sob o lema “No Kings” (Sem reis), o movimento expressou críticas mais amplas às ameaças percebidas às instituições democráticas, à economia e aos direitos civis.
A mobilização contou com o apoio de diversas personalidades do mundo das artes, incluindo o cantor Bruce Springsteen, que apresentou a canção “Streets of Minneapolis” em Minnesota. A música foi composta em resposta aos assassinatos de Renée Good e Alex Pretti por agentes federais e em homenagem aos moradores que protestaram contra a política de imigração agressiva do governo Trump.
O governador do estado de Minnesota, Tim Walz, que chamou Springsteen ao palco, afirmou que os Estados Unidos não precisam de “rei nenhum”, mas sim do “Boss”.
A Times Square, em Nova York, foi outro ponto de grande concentração. Minutos antes da marcha principal partir do Central Park, a procuradora-geral do estado, Letitia James; o defensor público da cidade, Jumaane Williams; o ator Robert De Niro; o reverendo Al Sharpton; e Padma Lakshmi se posicionaram à frente da multidão, segurando faixas pintadas à mão com os dizeres: “Protegemos nossa democracia” e “Protegemos nossos vizinhos.”

