O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira (13) que os EUA solicitaram o adiamento da última rodada de negociações trilaterais para um acordo sobre o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Os comentários de Zelensky foram feitos ao final de uma visita à França e citados por diversos veículos de imprensa ucranianos.
Zelensky informou que os americanos alegaram que seus negociadores não estavam autorizados a deixar os Estados Unidos devido às circunstâncias no Oriente Médio. Ele descreveu as discussões sobre a próxima rodada como uma novela “por causa da guerra no Oriente Médio”.
“Os americanos disseram que estavam prontos para se reunir, mas apenas nos Estados Unidos, já que a guerra e a situação de segurança os impediam de deixar o país”, declarou Zelensky, segundo a agência de notícias estatal Ukrinform.
A delegação ucraniana estava disposta a se reunir em Miami ou Washington, mas a Rússia rejeitou a proposta, sugerindo um encontro na Turquia ou na Suíça, opções que foram descartadas pelos EUA. “Dissemos imediatamente que estávamos prontos para uma reunião na próxima semana, que estávamos nos preparando para um encontro nos Estados Unidos, na Suíça, na Turquia e até mesmo, se eles não tivessem receio, nos Emirados Árabes Unidos”, acrescentou o presidente ucraniano.
Ele ressaltou que a realização da próxima rodada de negociações dependia dos EUA. A equipe de negociação de Washington é liderada pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro do presidente americano, Donald Trump.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações de Zelensky. Desde o início do ano, a Ucrânia e a Rússia realizaram duas rodadas de negociações mediadas pelos EUA nos Emirados Árabes Unidos e uma terceira em Genebra no mês passado. O principal ponto de discórdia continua sendo o território e a exigência da Rússia de que a Ucrânia ceda partes da região de Donbas que as forças de Moscou ainda não capturaram.

