Os Estados Unidos estão pressionando o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, a deixar o cargo como parte das negociações em andamento entre os dois países. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times nesta segunda-feira, 16 de março de 2026.
De acordo com a reportagem, autoridades americanas indicaram a negociadores cubanos que consideram necessária a saída de Díaz-Canel para avançar em acordos. As informações foram obtidas por quatro fontes com conhecimento das conversas.
Os EUA não estariam exigindo mudanças mais amplas no regime comunista nem ações contra membros da família Castro, que ainda exercem influência política em Cuba. Negociadores cubanos reconheceram que a presidência de Díaz-Canel tem sido problemática, mas buscam uma forma de substituí-lo sem que a decisão pareça ter sido imposta pelos Estados Unidos.
A proposta foi apresentada como um passo para facilitar acordos entre os dois governos, e não como um ultimato, ao contrário do que ocorreu com a Venezuela. Integrantes do governo Donald Trump acreditam que a saída de Díaz-Canel poderia abrir caminho para reformas econômicas em Cuba.
Por outro lado, exilados cubanos e políticos americanos podem pressionar por mudanças mais amplas na ilha além da troca do presidente. Na tarde desta segunda-feira, durante uma coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que acredita que terá a “honra” de tomar Cuba. Ele declarou: “Eu realmente acho que seria uma honra para mim tomar Cuba. Seria ótimo. Uma grande honra. Eu posso libertá-la ou conquistá-la, acho que posso fazer o que quiser com ela.”
Trump também caracterizou Cuba como “uma nação falida” que “não tem dinheiro, não tem petróleo, não tem nada”. Atualmente, Cuba enfrenta uma crise energética após os EUA imporem um bloqueio à ilha, dificultando a entrada de petróleo. O país não possui reservas próprias e dependia das exportações da Venezuela.
Nesta segunda-feira, o regime cubano informou que está enfrentando um colapso energético e não consegue garantir o fornecimento de eletricidade para a população.


