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EUA preveem dia intenso de ataques ao Irã, afirma secretário de Defesa

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que a terça-feira, 10 de março de 2026, será “o dia mais intenso de ataques” contra o Irã desde o início da ofensiva conjunta dos EUA e Israel, que chega ao 11º dia.

Hegseth afirmou: “O Irã está desesperado e em apuros. Está sozinho e perdendo feio, cometeu um grande erro ao atacar seus vizinhos. Hoje será o dia de ataques mais intenso e o Irã disparou o menor número de mísseis nas últimas 24 horas”. Durante uma coletiva de imprensa no Pentágono, ele foi questionado sobre as medidas para minimizar a morte de civis no Irã e respondeu que “nenhuma nação toma mais precauções para garantir que nunca haja alvo de civis do que os EUA”.

No entanto, sua declaração ocorre em meio a investigações que indicam que forças americanas estariam envolvidas em um ataque que atingiu uma escola infantil em Minab, resultando em mais de 175 mortos, incluindo muitas crianças. Hegseth também comentou que as consequências do conflito “serão do interesse da América” e que o país “não viverá sob uma chantagem nuclear” do Irã. Ele afirmou: “Não cederemos até que o inimigo seja totalmente derrotado”.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, destacou que as forças americanas estão focadas em três objetivos principais: destruir mísseis e drones que possam ameaçar os interesses americanos, atacar e degradar a marinha iraniana e impedir que a República Islâmica ataque os EUA e seus aliados “nos próximos anos”.

Caine informou que os EUA realizaram ataques contra mais de 5 mil alvos nos primeiros 10 dias de conflito, incluindo mais de 50 navios de guerra, e que agora têm como alvo “navios lançadores de minas e instalações de armazenamento”. Essas declarações surgem após os militares israelenses anunciarem uma nova onda de ataques contra Teerã.

Na mesma terça-feira, o chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani, fez uma ameaça ao presidente dos EUA, Donald Trump. Ele mencionou o assassinato do aiatolá Ali Khamenei nos ataques conjuntos israelo-americanos e alertou Trump para ter “cuidado para não ser eliminado também”. Larijani afirmou: “A nação sacrificial do Irã não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar o Irã. Cuidado para não ser eliminado você também”.

Na véspera, Trump declarou que as Forças Armadas americanas atacariam “vinte vezes mais forte” se o Irã interrompesse o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que não permitirá “a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso”. O presidente norte-americano também mencionou que a decisão sobre o fim da guerra com o Irã será tomada de forma “mútua” entre ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

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