EUA suspendem operações na embaixada no Kuwait devido a conflitos

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os Estados Unidos suspenderam as operações em sua embaixada no Kuwait devido à escalada da guerra na região, anunciou o Departamento de Estado americano nesta quinta-feira, 5 de março de 2026.

“Embora não haja relatos de feridos entre os militares americanos, a segurança dos cidadãos dos EUA no exterior continua sendo a maior prioridade do Departamento de Estado americano”, afirmou o departamento em um comunicado à imprensa.

A decisão foi tomada por razões de segurança e operacionais, visando proteger o pessoal, e foi feita após consulta ao governo do Kuwait. O fechamento total da embaixada demonstra o alto nível de risco enfrentado pelo pessoal americano no local, que já havia sido atingido diversas vezes por drones supostamente iranianos.

O Departamento de Estado já havia suspendido todos os serviços consulares de rotina e ordenado a saída de funcionários não essenciais e seus familiares. É provável que o restante do pessoal também seja retirado agora que a embaixada foi fechada.

A nota à imprensa aconselha os cidadãos americanos no Kuwait a “deixarem o país, se puderem fazê-lo em segurança, utilizando meios de transporte comerciais ou outras opções disponíveis”. Aqueles que “não puderem sair do país devem permanecer em casa”.

O comunicado informa que cidadãos americanos que necessitem de assistência emergencial podem entrar em contato com o Escritório de Assuntos Consulares do Departamento de Estado 24 horas por dia, 7 dias por semana, pelos telefones +1-202-501-4444 (do exterior) e +1-888-407-4747 (dos Estados Unidos e Canadá).

O secretário de Estado, Marco Rubio, conversou na quinta-feira com o ministro das Relações Exteriores do Kuwait, Sheikh Jarrah Jaber Al-Ahmad Al-Sabah, e expressou gratidão pela firme resposta do Kuwait aos ataques e ameaças do regime iraniano. Eles discutiram as operações em andamento dos EUA para combater essas ameaças, além de outros desenvolvimentos na região.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Kuwait.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques. Após o anúncio, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, o ex-presidente Donald Trump ameaçou o Irã, afirmando que “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

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