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Meio Ambiente

Eventos climáticos já impactam 24% da população brasileira, revela pesquisa

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 10:52
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Uma pesquisa da Ipsos para o Instituto Talanoa revelou que 24% dos brasileiros já precisaram sair de casa, temporária ou definitivamente, devido a eventos climáticos extremos.

O dado foi apresentado pelo analista de Clima e Meio Ambiente, Pedro Côrtes, durante o CNN Novo Dia, no dia 18 de março de 2026. Ele destacou como as mudanças climáticas têm afetado diretamente o cotidiano da população brasileira.

Segundo o levantamento, as ondas de calor são o fenômeno que mais impactou os brasileiros, com 48% dos entrevistados relatando já terem sofrido as consequências desses eventos extremos. A falta de energia elétrica relacionada a eventos climáticos afetou 42% dos brasileiros, enquanto 26% enfrentaram escassez de água.

Outros eventos significativos mencionados na pesquisa incluem tempestades fortes (35%), enchentes (21%) e doenças causadas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya. Côrtes destacou que a falta de água muitas vezes está associada à falta de energia elétrica, quando as companhias de saneamento ficam impossibilitadas de operar as bombas para o suprimento de água.

O analista alertou que o prognóstico para o futuro não é animador. Segundo ele, cada vez mais as chuvas têm se concentrado em períodos muito curtos e com volumes expressivos. “Às vezes, aquela chuva que estava prevista para cair durante todo o mês cai em 12 horas, em 24 horas, e isso tem se tornado uma constante”, explicou.

Côrtes também mencionou que o país está passando por uma mudança climática, com o fenômeno La Niña cedendo espaço a um período de neutralidade. Ele prevê que o El Niño deve voltar na metade do ano, trazendo consigo novas ondas de calor nas regiões Sul e Sudeste. Considerando que quase metade da população já foi afetada por ondas de calor, esse cenário representa uma preocupação adicional para os próximos meses.

TAGGED:chuvasclimadesastres naturaisInstituto TalanoaIpsosmudanças climáticasPedro Côrtes
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