Ex-policial é condenado a 14 anos por morte de mulher confundida com criminosos

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O ex-policial militar Francisco Rafael Soares foi condenado a 14 anos e três meses de prisão pelo homicídio de Giselle Távora Araújo, de 42 anos. O crime ocorreu em junho de 2018, durante uma abordagem policial em Fortaleza, quando o carro de Giselle foi confundido com o de criminosos.

Na ocasião, Giselle estava acompanhada da filha, Daniella Távora, de 19 anos. Elas trafegavam pela Avenida Oliveira Paiva, no Bairro Cidade dos Funcionários, quando foram perseguidas por agentes da polícia. Durante a perseguição, Giselle foi atingida por um tiro nas costas, que atravessou seu tórax.

Giselle foi socorrida e levada ao Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), mas faleceu um dia depois. Durante o julgamento, realizado no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, Francisco Rafael foi condenado por homicídio qualificado, por recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele deverá cumprir a pena em regime fechado.

Francisco Rafael foi expulso da Polícia Militar em 2019, após um processo na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD). O ex-policial recorreu da decisão, mas a expulsão foi mantida em 2020.

Daniella Távora, filha de Giselle, relatou que, no momento do crime, elas ouviram um disparo e, acreditando que se tratava de um assalto, aumentaram a velocidade do carro. Após os tiros, Daniella percebeu que sua mãe havia sido baleada. Uma viatura policial chegou logo em seguida, cercou o veículo e mandou as ocupantes saírem, momento em que os agentes perceberam que o carro delas não era de criminosos.

As armas dos agentes que participaram da perseguição foram apreendidas e periciadas, confirmando que o tiro que atingiu Giselle foi disparado por Francisco Rafael.

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