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Ex-presidente do BRB é investigado por centralização de operações com Banco Master

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Uma auditoria externa contratada pela nova gestão do Banco de Brasília (BRB) revelou que o ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, teve um papel central nas operações suspeitas envolvendo o Banco Master. O relatório foi enviado à Polícia Federal e aponta que Costa, afastado do cargo pela Justiça e demitido pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em novembro, centralizou as operações comerciais com o Banco Master e a busca de novos acionistas.

Segundo os investigadores, Costa coordenou uma operação triangulada com acionistas individuais que haviam exercido direito de preferência em rodadas anteriores. O documento menciona que houve elementos suspeitos de simulação para facilitar a aquisição de ações por esses fundos.

A venda de ações do BRB para executivos como Daniel Vorcaro (Banco Master) e João Carlos Mansur (Reag) está sendo investigada pela Polícia Federal em pelo menos dois inquéritos. No final de fevereiro, foi reportado que a Justiça bloqueou R$ 376,4 milhões em participações acionárias desses e de outros executivos envolvidos no caso, com a intenção de usar esses ativos para recompor o caixa do BRB, caso o dano ao banco seja comprovado.

Os auditores também destacaram a atuação direta de Paulo Henrique Costa na captação de novos acionistas, afirmando que todas as operações sob investigação foram centralizadas por ele. A defesa de Costa negou que ele tenha exercido um papel central, alegando que seu contato com acionistas fazia parte de um processo mais amplo e complexo.

Deputados distritais estão buscando consenso para aprovar uma CPI que investigue a crise entre o BRB e o Banco Master.

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