O ex-secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin, foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, durante a quarta fase da operação Coffee Break, que investiga fraudes em licitações na secretaria municipal.
Marin é servidor efetivo da Prefeitura de Sumaré desde 2002, atuando como fiscal sanitário. Ele ocupou diferentes cargos na administração municipal, incluindo secretário de Mobilidade Urbana e Rural de janeiro de 2017 a junho de 2021 e secretário de Educação de junho de 2021 a julho de 2024. Atualmente, ele está afastado do cargo, sem remuneração, até dezembro de 2026.
Na primeira fase da operação, Marin já havia sido alvo de um mandado de prisão, mas não foi detido na época por não ter sido localizado. Após isso, obteve um habeas corpus e estava usando tornozeleira eletrônica desde 18 de dezembro do ano anterior.
Os investigadores apontam que Marin seria o principal parceiro de André Mariano, proprietário da empresa Life Tecnologia Educacional, em Sumaré. A suspeita é que ele direcionava licitações e liberava pagamentos em troca de propina. A operação também teve como alvo a atual secretária de Finanças de Itu, Monis Marcia Soares, que passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça.
Durante a operação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e uma medida que determina o uso de tornozeleira eletrônica. A Justiça também autorizou o afastamento de servidores e o bloqueio de bens dos suspeitos. As ações ocorreram em Sumaré, Itu, Campinas, Jundiaí e Americana.
A investigação foca em licitações realizadas pela Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025, além de movimentações financeiras suspeitas que podem indicar tentativa de ocultar valores desviados de recursos públicos. Os investigados podem responder por crimes como corrupção, desvio de dinheiro público, fraude em licitações e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a até 60 anos de prisão.
O nome da operação, Coffee Break, refere-se ao termo “café”, que, segundo as investigações, era usado como código para pagamentos de propina.
A defesa de Marin afirmou que ainda não teve acesso aos autos e que o ex-secretário cumpria rigorosamente as medidas cautelares impostas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
A Prefeitura de Sumaré informou que tomou conhecimento da operação e que os fatos investigados dizem respeito a contratos firmados em gestões anteriores, não vinculados à atual administração. A Prefeitura se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.


