O ex-senador Mecias de Jesus tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR) nesta segunda-feira, 16 de março de 2026. A cerimônia ocorreu no Fórum Cível Advogado Sobral Pinto e contou com a presença de autoridades do estado.
Mecias de Jesus abriu mão do mandato como senador da República por Roraima para assumir o cargo vitalício, encerrando 33 anos de vida política no Legislativo. Como conselheiro, ele será responsável por fiscalizar o uso de recursos públicos em Roraima.
“”Com a alma leve, coração puro e espírito aberto a novos aprendizados e desafios, comprometo-me a colocar a serviço desta Corte todo o conhecimento e a experiência adquiridos ao longo de décadas na política e no exercício público, para contribuir com o governo do Estado, com os municípios e, principalmente, com toda a nossa população,””
disse Mecias durante seu discurso de posse. Ele também afirmou que buscará soluções que superem as diferenças políticas e ideológicas, colocando a população acima das questões eleitorais.
Mecias foi aprovado para o cargo em 21 de agosto de 2025, ocupando a vaga deixada por Manoel Dantas, que se aposentou em junho do ano passado. Ao renunciar como senador, sua suplente, Roberta Acioly (Republicanos), assumiu o cargo.
O ex-senador é um dos principais apoiadores da gestão do governador Antonio Denarium (PP) e possui uma trajetória política significativa, tendo sido vereador de São João da Baliza por dois anos, deputado estadual por 24 anos e senador desde 2019.
Ele é pai do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, e tem um histórico controverso, incluindo condenações por enriquecimento ilícito no Escândalo dos Gafanhotos, o maior esquema de corrupção da história do estado.
Em dezembro de 2025, Mecias defendeu a anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, afirmando que o país precisava “avançar para um cenário de pacificação”. Em abril de 2024, a Polícia Federal apreendeu R$ 50 mil em espécie em seu carro durante uma operação relacionada a denúncias de compra de votos, o que ele negou.

