Um ex-servidor da Prefeitura de Goiânia foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta quinta-feira, 12 de março de 2026. Ele é suspeito de integrar um esquema de fraudes em registros de lotes públicos, totalizando cerca de R$ 1,35 milhão.
O crime teria sido cometido por meio da falsificação de assinaturas de autoridades municipais, incluindo do prefeito à época, Rogério Cruz. O ex-servidor atuava na Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária da Prefeitura de Goiânia. A identidade do ex-servidor não foi divulgada pela polícia, impossibilitando a localização de sua defesa.
A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Abadia de Goiás. De acordo com a delegada Tatiana Barbosa, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap), a falsificação de uma certidão de regularização fundiária possibilitou a inscrição indevida desses lotes, que estão localizados no Setor Jardim Atlântico, no 1º Cartório de Registro de Imóveis de Goiânia.
O crime ocorreu em janeiro de 2023. “Foi constatado que esses documentos apresentados perante o cartório, o ofício e a certidão de regularização fundiária, haviam sido adulterados com a falsificação das assinaturas das autoridades competentes: do prefeito, do secretário e do assessor jurídico”, explicou Tatiana.
Além dos mandados de busca, a Dercap cumpriu uma decisão judicial que determinou o sequestro de bens dos investigados. A Justiça também ordenou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de seis pessoas envolvidas no caso.

