O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (16) que destruiu um avião utilizado pelo falecido Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, no aeroporto Mehrabad, em Teerã, durante a noite.
Segundo a força militar, a aeronave era empregada por altos funcionários e autoridades militares iranianas em viagens dentro do país e para o exterior, além de servir para coordenar ações com países aliados.
O aeroporto Mehrabad é um dos mais antigos de Teerã, operando principalmente voos domésticos e regionais. É o mais movimentado para voos internos e abriga também equipamentos da força aérea iraniana.
O conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte de Ali Khamenei em Teerã. Desde então, diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano atacou diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas indicam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

