O Exército de Israel informou neste domingo (15) que o irmão do homem que atacou uma sinagoga em Michigan, nos Estados Unidos, era um comandante do Hezbollah, falecido em um bombardeio israelense no início deste mês.
Ibrahim Ghazali foi morto no Líbano em 5 de março, juntamente com três parentes do agressor. Uma semana depois, Ayman Mohamad Ghazali, de 41 anos, dirigiu um carro contra uma sinagoga perto de Detroit e foi morto após ser alvejado por seguranças.
O escritório do FBI em Detroit, que investiga o ataque, não comentou a alegação do Exército de Israel sobre Ibrahim Ghazali. O porta-voz do FBI, Jordan Hall, afirmou: “Em respeito à investigação em andamento, continuaremos a nos abster de comentar seu conteúdo”.
As Forças Armadas israelenses afirmam que Ibrahim Ghazali gerenciava armas de uma unidade que disparava foguetes contra Israel. Um funcionário libanês, que pediu anonimato, confirmou a morte de Ibrahim e disse que seus filhos, Ali e Fatima, e seu irmão Kassim também morreram no bombardeio.
O Hezbollah, em comunicado, afirmou que os irmãos Ibrahim e Kassim eram árbitros de futebol e membros de um grupo de escoteiros, mas não negou a ligação de Ibrahim com a organização. Ayman Ghazali teria realizado o ataque à sinagoga após saber da morte de quatro membros de sua família.
Na quinta-feira, Ayman Ghazali permaneceu cerca de duas horas dentro de um carro estacionado do lado de fora do Temple Israel, armado com um rifle, fogos de artifício e galões com um líquido suspeito de ser gasolina. Ele lançou o carro contra o prédio, que estava cheio de crianças, e começou a disparar pela janela do veículo.
Ghazali morreu após atirar contra si mesmo quando ficou preso dentro do carro, que pegou fogo. Nenhum funcionário ou criança na sinagoga ficou ferido, possivelmente devido ao reforço na segurança nos últimos meses.
O FBI classificou o caso como um ato de violência contra a comunidade judaica, mas ainda não há evidências suficientes para caracterizá-lo como terrorismo. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, Ayman Ghazali chegou ao país em 2011 com visto de familiar imediato e se tornou cidadão americano em 2016.
O ataque à sinagoga ocorreu no mesmo dia em que um ex-integrante da Guarda Nacional do Exército dos EUA abriu fogo em uma sala de aula na Virgínia, matando uma pessoa e ferindo outras duas.


