José Carlos Simonin, ex-subsecretário de Desenvolvimento e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira, 4 de março. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado após a repercussão do caso de estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana, no qual o filho de Simonin, Vitor Hugo Oliveira Simonin, é investigado.
Simonin, advogado, integrava diversos conselhos da gestão estadual, incluindo o Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais, o Conselho Gestor do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social, a vice-presidência do Conselho Estadual de Assistência Social e participava da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social.
Em comunicado, a secretária Rosangela Gomes (Republicanos), chefe da pasta, informou que tomou conhecimento das denúncias no dia 2 de março. A secretária declarou que sua atuação é pautada pela defesa dos direitos das mulheres e pelo enfrentamento à violência, e que a Secretaria da Mulher oferece suporte jurídico e psicológico à adolescente e seus familiares.
O governo do Rio de Janeiro, em nota, repudiou o ato de violência e informou que a Secretaria de Estado da Mulher prestará assistência psicológica à vítima e à família.
Cinco jovens, quatro maiores de idade e um adolescente, foram indiciados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por estupro coletivo. O crime ocorreu no dia 31 de janeiro em Copacabana. Dois dos envolvidos são estudantes do Colégio Pedro II, e um deles, menor de idade, era ex-namorado da vítima.
Segundo as investigações, o ato teria sido premeditado, com a adolescente sendo atraída para o apartamento do ex-companheiro após mensagens e ligações insistentes. Após uma relação consensual com o adolescente, outros quatro jovens teriam entrado no quarto sem consentimento, agredindo-a e praticando violência sexual.
Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada e saída dos suspeitos do prédio. A Justiça decretou a prisão preventiva de Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), Mattheus Verissimo Zoel Martins (19) e João Gabriel Xavier Bertho (19), que são foragidos. O adolescente responderá conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O Serrano Football Club informou o afastamento de João Gabriel, enquanto o Colégio Pedro II comunicou o desligamento de dois alunos, incluindo Vitor Hugo. A UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) suspendeu cautelarmente Bruno, proibindo-o de frequentar a universidade por 120 dias. A defesa de João Gabriel nega as acusações, alegando que a jovem teria consentido com a presença dos demais no quarto.
Agências internacionais informaram que a CNN tenta contato com a defesa de Vitor Hugo e do subsecretário citado, mas não obteve retorno até o momento.
“summary”: [“Subsecretário do Rio de Janeiro exonerado após filho ser investigado em estupro coletivo.

