A próxima semana será crucial para a economia brasileira. Na quarta-feira, 17 de março, o Copom (Comitê de Política Monetária) se reunirá para definir a taxa básica de juros.
Até recentemente, a expectativa do mercado era de um corte de 0,5 ponto percentual na Selic. No entanto, a escalada da guerra no Irã e o aumento dos preços do petróleo trouxeram novas incertezas, refletindo-se nas projeções dos economistas.
O Relatório Focus desta semana, levantamento do Banco Central, mostra que a projeção para a Selic ao fim de 2026 subiu de 12% para 12,13%. Atualmente, a taxa básica de juros está em 15% ao ano.
As apostas no mercado indicam que os cortes na Selic podem ocorrer de forma mais moderada do que se imaginava anteriormente. A alta recente do petróleo no mercado internacional, que chegou a se aproximar de US$ 120 por barril, é um fator que contribui para essa mudança de percepção.
Analistas alertam que um petróleo mais caro tende a pressionar a inflação, especialmente devido ao impacto nos combustíveis. O Bradesco estima que um preço médio de US$ 80 por barril poderia adicionar cerca de 0,4 ponto percentual à inflação anual.
A alta do petróleo também ampliou a defasagem entre os preços praticados no Brasil e os valores internacionais. Diante desse cenário, as expectativas dos economistas variam: alguns ainda projetam um corte de 0,5 ponto percentual, enquanto outros consideram uma redução mais modesta de 0,25 ponto.
Há também a possibilidade de que o Banco Central opte por manter a Selic no patamar atual. A decisão final dependerá da orientação que Gabriel Galípolo e seus diretores escolherão para a economia brasileira.


