Na madrugada de terça-feira, 17 de março de 2026, moradores de Santo André, na Grande São Paulo, foram surpreendidos por uma explosão vinda do Polo Petroquímico de Capuava, seguida de um apagão que afetou várias áreas do município.
O estrondo ocorreu por volta das 3 horas da manhã e foi precedido por enormes chamas do flare petroquímico da refinaria. O barulho foi ouvido a cerca de 10 quilômetros de distância do polo. Moradores relataram que há décadas não presenciavam uma situação como essa, que causou temor até mesmo no Centro de Santo André.
O apagão que se seguiu à explosão afetou diversos bairros. Segundo a empresa de energia Enel, o problema na subestação Leste, de responsabilidade da ISA Brasil Energia, causou a falta de energia. A Enel informou que o incidente ocorreu às 03h11 e durou 15 minutos, impactando clientes em Santo André, São Bernardo do Campo, Ribeirão Pires, Mauá e na Zona Leste de São Paulo.
A Braskem, responsável pelo Polo de Capuava, declarou que, por volta das 3h20, devido a uma queda no fornecimento de energia externa, foi necessário acionar o flare em uma de suas unidades. A empresa explicou que o flare é um dispositivo padrão de segurança utilizado por indústrias químicas e petroquímicas em todo o mundo, seguindo rigorosas normas internacionais de segurança, saúde e proteção ao meio ambiente.
A Braskem ressaltou que a segurança de seus integrantes, parceiros e da comunidade local é sempre a prioridade da empresa.

