Na galáxia de Andrômeda, uma estrela 13 vezes mais maciça que o Sol, chamada M31-2014-DS1, desapareceu sem deixar vestígios visíveis. Entre 2014 e 2024, seu brilho reduziu-se a apenas um décimo de milésimo de sua intensidade anterior, tornando-se praticamente indetectável.
Pesquisadores americanos publicaram um estudo na revista Science, sugerindo que a estrela se transformou em um buraco negro estelar com cerca de 5 massas solares. Essa descoberta desafia teorias tradicionais sobre a formação de buracos negros e sugere que estrelas menos maciças também podem terminar suas vidas dessa forma.
Normalmente, estrelas com massa entre 15 e 20 vezes a do Sol explodem em supernovas, liberando enormes quantidades de energia. No entanto, a hipótese de supernovas fracassadas propõe que algumas estrelas podem implodir serenamente, formando buracos negros sem explosão aparente.
Durante o colapso, a onda de choque pode ser fraca demais para expelir o material estelar, resultando em uma transformação tranquila. As correntes de convecção no interior da estrela ajudam a ejetar as camadas externas, formando poeira estelar que brilha em radiação infravermelha.
A M31-2014-DS1 começou a emitir luz infravermelha em 2014, atingindo seu pico em 2016, antes de diminuir drasticamente em menos de um ano. Atualmente, a estrela extinta só pode ser detectada na luz infravermelha média, com um brilho reduzido.
A descoberta sugere que o número de buracos negros estelares pode ser muito maior do que se pensava, levando a uma reavaliação da origem dos elementos pesados no universo. A extinção da M31-2014-DS1 representa um avanço significativo na astrofísica e na compreensão da formação de buracos negros.

