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Leitura: Exumação revela marcas no corpo de PM morta em apartamento em SP
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Segurança

Exumação revela marcas no corpo de PM morta em apartamento em SP

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 20:17
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A exumação do corpo da policial militar Gisele Santana revelou marcas no pescoço e no corpo da soldado, realizada na última sexta-feira (6) em Suzano, na Grande São Paulo. A descoberta levou os investigadores a solicitar exames complementares para verificar se houve compressão no pescoço antes do disparo que resultou na morte da PM.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça na manhã de 18 de fevereiro no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita.

No sábado (7), médicos legistas do Instituto Médico-Legal (IML) realizaram exames de imagem, incluindo uma tomografia, para analisar a lesão no pescoço. O objetivo é confirmar ou descartar se a policial sofreu pressão na região antes de morrer.

Além da marca na região cervical, um socorrista que participou do atendimento relatou que observou uma área arroxeada na mandíbula da vítima. Ele indicou que a marca poderia ter relação com o disparo, mas a conclusão depende dos laudos periciais.

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A investigação também analisa inconsistências no horário da morte. Uma vizinha do casal afirmou que acordou às 7h28 após ouvir um estampido forte vindo do apartamento, cerca de meia hora antes da primeira ligação do marido ao serviço de emergência, registrada às 7h57, onde ele afirmou que a esposa havia se matado.

Minutos depois, às 8h05, ele ligou para o Corpo de Bombeiros, informando que a mulher ainda estava respirando. As equipes chegaram ao local às 8h13. Um dos socorristas relatou que achou a cena incomum, pois a arma estava posicionada na mão da vítima de uma forma que nunca havia visto em casos de suicídio.

Os investigadores aguardam os resultados dos novos exames feitos após a exumação para esclarecer as circunstâncias da morte da policial militar. A defesa do tenente-coronel Geraldo Neto afirmou que ele não é investigado e que tem colaborado com as autoridades. A defesa do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan informou que ele foi chamado ao apartamento como amigo do tenente-coronel e que prestará esclarecimentos à polícia judiciária.

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