Fachin espera aprovação de código de ética para ministros do STF ainda este ano

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (31) que acredita na aprovação ainda neste ano de um código de ética para os ministros da Corte. Ele mencionou que tem discutido com colegas o encerramento em um prazo razoável do inquérito das fake news.

As declarações foram feitas durante uma conversa com jornalistas que cobrem o STF, em um balanço de seis meses de sua gestão. Fachin informou que a ministra Cármen Lúcia, relatora da proposta de código de ética, está elaborando uma minuta que será apresentada a todos os integrantes do tribunal.

O presidente do STF disse que apresentou sugestões para a relatora, que deve apresentar um projeto múltiplo. Fachin declarou:

““A ministra Cármen está elaborando uma espécie de um anteprojeto que deve submeter aos pares. Tenho expectativa de que seja aprovado ainda este ano.””

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Um dos pontos que deve ser enfrentado na proposta é a divulgação de palestras, tema que enfrenta resistências no STF. A discussão envolve a necessidade de divulgação prévia e se isso pode representar algum risco à segurança dos ministros.

Fachin destacou:

““Um código de ética tem também um componente, digamos, de natureza material histórico, cultural. Ele é também um conjunto de práticas. E só o debate sobre esta ideia já é relevante para aventar determinadas circunstâncias.””

O ministro também mencionou que há uma discussão em aberto sobre quem irá fiscalizar o eventual descumprimento das regras do código de ética, mas ressaltou que a principal mudança deve ser no comportamento dos ministros. Ele afirmou:

““Quem age em desacordo com uma regra ética efetivamente precisa se sentir constrangível a repensar o seu comportamento.””

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Segundo Fachin, as medidas adotadas para o Supremo também servirão para atualizar regras para toda a magistratura.

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